A Assembleia Nacional Popular reagiu hoje, 04 de julho 2017, com a preocupação e indignação, à decisão do Governo de Umaro Sissoco Embaló em suspender, no país, as emissões da RDP e RTP-África, no passado dia 30 de junho último. ANP diz em comunicado que com a decisão do Executivo, os cidadãos guineenses no país e na diáspora “ficam privados” de um importante meio de informação sobre o que se passa na Guiné-Bissau e no mundo, tal como de um imprescindível instrumento de formação, difusão e contato com a língua e cultura lusófonas.
No entendimento do parlamento, a tal medida leva à insensibilidade das autoridades instalada pelo Presidente da República, José Mário Vaz, e consequente subalternação do interesse público a favor dos interesses “obscuros, mesquinhos e de grupos”.
ANP lamenta, no entanto, o que chama de persistência do atual Governo que chama, de mera gestão, em atuar em matérias de gestão governativa de fundo, apesar do pronunciamento claro da Assembleia Nacional Popular, através da deliberação nº02/2017, da Comissão Permanente, que o adverte a abster-se de imiscuir em assuntos de governação reservados aos “Governos legais” e constitucionalmente legítimos e de que, em caso de provocar prejuízos ao interesse público com a sua atuação, serão retiradas as devidas consequências assim que for reposta a normalidade constitucional.
Por fim, ANP revela que já acionou todas as suas estruturas internas competentes com vista ao esclarecimento cabal da situação e a adoção de um posicionamento da instituição sobre a mesma matéria.
Por: Filomeno Sambú






















ANP???? Querem saber tudo com a porta fechada????