O Governo guineense reconheceu ontem, 20 de Julho 2017, que há subida de preços de produtos da primeira necessidade no país. O reconhecimento do executivo de Umaro Sissoco Embaló vem expresso em comunicado do Conselho de Ministros extraordinário desta quinta-feira.
O Governo diz na nota que está atento ao atual contexto da subida, que qualificou, de “galopante” dos bens da primeira necessidade que vem agravando o nível de vida dos guineenses.
Por isso, o Conselho de Ministros instruiu os departamentos governamentais ligados à área, neste caso, os Ministérios do Comércio e da Promoção Empresarial, da Economia e Finanças e ainda da Função Pública, Reforma Administrativa e Trabalho à adopção urgente e adequada de medidas para suprir essa situação.
No capítulo de informações, o Primeiro-ministro deu a conhecer aos membros do seu governo, os contatos efetuados durante a sua visita privada a Portugal, da sua recente participação em Bruxelas, na reunião dos países da ACP- África, Caraíbas e Pacífico, bem como na reunião do Conselho de Paz da União Africana na capital etíope, Adis-Abeba, que analisou a atual situação política na Guiné-Bissau.
Na mesma reunião de quinta-feira, o Ministro da Economia e Finanças informou que a Guiné-Bissau vai beneficiar dos Fundos Árabes, de um apoio orçamental em mais de dois biliões de Francos CFA e ainda compromissos para financiar a construção de estradas e aquisição de grupos geradores para aumentar a produção energética do país.
No capítulo de aprovações, o plenário governamental aprovou o projeto decreto sobre os regulamentos técnicos particulares relativos às modalidades de produção, controlo de qualidade e certificação de sementes vegetais e plantas.
A aprovação deste documento vem na sequência do regulamento número 04 de maio de 2008, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO.
De acordo com o comunicado, o plenário governamental decidiu dar anuência ao Ministro da Economia e Finanças para negociar e concluir um contrato de prestação de serviços de Transporte Marítimo Fluvial entre o Governo e a Empresa Consulmar Sarl e, por despacho, instruir um gabinete de zonas francas, nos termos fixados no decreto-lei número 3/91, de 14 de Outubro.
Para além de aprovação destes diplomas, o Conselho de Ministros decidiu conceder nacionalidade guineense a seis cidadãos estrangeiros, entre os quais, três libaneses, um guineense de Conacri e um casal português.
Por: Filomeno Sambú





















