“Não podemos promover pensamentos que não ajudam a classe a esclarecer certas coisas. Não temos que selecionar apenas um certo número de delegados ao congresso, porque pertencem à etnia ou religião de um determinado candidato, não”.
Sem apontar, no entanto, o dedo acusador aos responsáveis desses indícios de “segregação étnica e religiosa”, Indira Correia Baldé apela à maior democracia na escolha de delegados.
“A grande verdade é que temos que ser realistas, porque quando se revê numa instituição temos que protegê-la. E foi simplesmente o que fiz, preservei a sua imagem até um determinado período. E quando chegou o momento de sair, sai e candidatei-me à liderança do SINJOTECS”, sublinha, justificando a razão da sua candidatura.
No manifesto, a candidata da Lista Nova Esperança disse que uma das missões da sua equipa é proporcionar uma imprensa livre, credível, honesta, isenta e plural capaz de ultrapassar os desafios que o jornalismo guineense enfrenta neste momento.
Os desafios que, segundo disse, são resultantes de vários fatores que, em certa medida, constituem ” um severo constrangimento ou obstáculos”, para uma boa atuação dos profissionais do setor e a dignificação que a classe merece.

“Para que isso aconteça, contamos com a colaboração de todos, enquanto atores sociais ou cidadãos, independentemente de crédulo religioso, grupo étnico , classe ou estatuto social, condições económicas, filiação partidária, etc”, sublinha no seu documento.
Indira Baldé afasta, no entanto, qualquer possiblidade de a sua candidatura estar ligada a qualquer que seja formação político-partidária ou líder político, referindo que sempre está empenhada em cultivar e promover um jornalismo assente nos valores morais e deontológicos que regem a atuação de profissionais de comunicação social.
Uma das apostas da Lista Nova Esperança, caso for confiada as rédeas do SINJOTECS, é exigir ao governo a subvenção de todos os órgãos de Comunicação Social, como está plasmado na lei de imprensa para melhorar as condições salariais de profissionais de imprensa, providenciar os investimentos para implementação de projetos de formação e capacitação dos jornalistas, com vista a enfrentar “, com sapiência”, os desafios tecnológicos e da globalização e reativar cooperação com organizações similares ao nível sub-regional.
Por: Filomeno Sambú
Foto: F.S





















