O governo guineense trabalha na criação para breve de uma companhia nacional, afirmou a’O Democrata o Secretário de Estado, João Bernardo Vieira que se deslocou a Lisboa no âmbito da assinatura esta sexta-feira de um acordo de parceria com a EuroAtlantic, uma tranportadora aérea portuguesa.
Vieira afirmou que no objectivo do governo de dotar o país de uma companhia aérea, a EuroAtlantic aparece como um parceiro estratégico importante, sublinhando que a mesma havia apoiado a criação da companhia nacional do São Tomé e Príncipe. O titular dos Transportantes informou ainda que uma comissão já foi instituida para a acelerar o processo da criação da nova companhia nacional.
O governante disse ainda que ao abrigo do novo acordo com a duração de quatro meses, a transportadora privada lusa efectuará um voo semanal entre Lisboa e Bissau, mas o contrato poderá alargar-se para duas ou três ligações semanais. Numa entrevista telefónica ao jornal O Democrata, João Bernardo Vieira descreveu a EuroAtlantic como “uma das melhores companhias lusas e europeias”.
Interrogado sobre as vantagens da escolha da EuroAtlantic para o Estado guineense, Vieira disse que além de a companhia praticar baixos preços na aquisição de bilhetes, vai minimizar a difícil situação de deslocação à Europa que obriga os passageiros a ficarem cerca de dez horas em Casablanca (Marrocos). Uma outra vantagem, adianta Vieira, é a possibilidade de viajar com mais quilos no que respeita às bagagens.
Instado a pronunciar-se sobre se a Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) seria já uma história do passado, João Bernardo Vieira disse que “não se pode dizer que a TAP é já história do passado” tendo em conta que a Guiné-Bissau como Estado soberano deve ter a sua autonomia e foi nesse sentido que “os seus dirigentes sentiram-se a obrigação de encontrar uma alternativa”.
Sobre as razões da não retoma de ligações para Bissau pela TAP, Vieira disse que o Governo não dispõe de informações suficientes sobre o assunto, lembrando que o governo teve conhecimento da decisão da transportadora através dos media. Deixou claro que a Guiné-Bissau não tem nenhum acordo com a TAP, mas sim com o Estado português desde 1975.
Por: Sene Camará





















