MINISTÉRIO PÚBLICO ACUSA PROCESSO QUE ENVOLVE TRÊS EMPRESAS NACIONAIS NO TRÁFICO DE DROGA

O Ministério Público acusou o processo relativo à apreensão de cerca de duas toneladas de droga (1864 quilogramas) pela Polícia Judiciária no dia 02 do mês em curso, nos sectores de Caió e Canchungo, região de Cacheu, norte da Guiné-Bissau. Acusação do referido processo para efeito de julgamento foi tornada pública esta quinta-feira, 26 de setembro de 2019, pelo Gabinete de Imprensa e Relações Públicas da Procuradoria-Geral da República, através de um comunicado a que a redação do Jornal O Democrata teve acesso.

O documento informa ainda que, na sequência das investigações levadas a cabo, foram constituídos suspeitos 12 indivíduos, nomeadamente: sete guineenses, três cidadãos colombianos, um mexicano e um maliano para responderam no tribunal. Segundo o comunicado, três empresas nacionais foram suspeitas da prática de crimes de tráfico de droga, bem como da associação criminosa e branqueamento de capitais.

“O Ministério Público reafirma a sua determinação em continuar a cumprir com a sua missão constitucional e à luz das leis em vigor na Guiné-Bissau, nomeadamente no que tange a luta contra o crime organizado”, lê-se no comunicado.

Recorde-se que a unidade de combate à droga da Polícia Judiciária apresentou à imprensa no início deste mês cerca de duas toneladas de drogas apreendidas que, de acordo com as informações, encontradas no interior da casa de um particular, numa parede falsa, mas a PJ, através dos seus serviços de inteligência, vinha seguindo o rasto deste produto. A operação “NAVARRA”, levada a cabo pela brigada de drogas e estupefacientes daquela corporação policial guineense, permitiu a detenção, no início da tarde do dia 02 de setembro, de 264 quilogramas de cocaína nas cidades de Caió e Canchungo, região de Cacheu norte do país. E já no período da noite, do mesmo dia, foram apreendidas na mesma zona 1.605 quilogramas, totalizando assim 1869 quilogramas.

Por: Assana Sambú

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