Vice-Coordenador de MADEM: “PRIMEIRO-MINISTRO RECONDUZIDO OU NOMEADO DEVE SER NA BASE DO NOVO ACORDO”

Aristides Ocante da Silva, vice-coordenador do Movimento para Alternância Democrática – Grupo 15 (MADEM-G15) defendeu que a recondução ou nomeação do próximo primeiro-ministro deverá respeitar o novo acordo de incidência parlamentar rubricado entre o seu partido, o PRS e a APU-PDGB. 

Ocante da Silva fez este alerta na sua declaração aos jornalistas, à saída de um encontro com a direção do PAIGC, na Assembleia Nacional Popular. O PAIGC convocou esta quinta-feira, 21 de maio de 2020, os seis partidos políticos com assento no parlamento para encontrar uma solução política para a formação do novo governo, na base da recomendação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

No seu mais recente comunicado, a CEDEAO recomendou  às autoridades guineenses, em particular, ao Presidente da República, Úmaro Sissoco Embaló, a formar um novo governo, respeitando a Constituição e os resultados eleitorais de março último.

O dirigente do MADEM disse que a primeira proposta apresentada pelos libertadores (PAIGC) foi a participação do MADEM no governo de base alargada que irá chefiar depois da assinatura do memorando do entendimento, se fosse conseguido um consenso. 

“Face a essa persistência do PAIGC  em tentar mostrar que ainda detém maioria parlamentar, o MADEM concluiu que as duas propostas são incongruentes e que não podem contribuir para a busca de uma solução airosa para a crise na Guiné-Bissau”, frisou.

Sublinhou que o seu partido está disposto a participar em qualquer iniciativa que cristalize as energias positivas em busca da estabilização política da Guiné-Bissau. Acrescentou que foi neste âmbito que aceitaram participar daquele encontro. 

“A nossa proposta foi que o primeiro-ministro e o governo devem sair da nova maioria parlamentar. As maiorias deslocam-se e o parlamento deve rever-se para essa nova maioria, incluindo a Mesa da ANP. Portanto a Mesa da Assembleia não é permanente ou uma Mesa rígida. Todos os órgãos da Assembleia Nacional Popular devem rever-se na nova maioria parlamentar”, assinalou.

Por: Assana Sambú

Foto: A.S

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