Retoma das aulas: CAAEP-GB DÁ QUARENTA E OITO HORAS AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO PARA SE PRONUNCIAR SOBRE NOVA DATA

A Confederação das Associações dos Alunos das Escolas Públicas e Privadas de Guiné-Bissau (CAAEPP-GB) deu quarenta e oito (48) horas ao Ministério da Educação para se pronunciar sobre a nova data para a retoma das aulas nas escolas públicas e privadas identificadas e que reúnam as condições necessárias para fazê-lo.

A posição da organização estudantil guineense foi tornada pública esta segunda-feira, 13 de julho de 2020, por Alfa Úmaro Só, presidente da CAAEPP-GB. Aos jornalistas, Alfa Úmaro Só alertou que se o prazo não for cumprido, poderá acontecer algo indesejável dentro de quarenta, A organização exigiu, no entanto, a apresentação de novos justificativos e que os ministérios da Educação e da Saúde Pública produzam documentos claros sobre as regras sanitárias.  

A Confederação das Associações dos Alunos das Escolas Públicas e Privadas de Guiné-Bissau (CAAEPP-GB) defendeu que o país reúne condições para a retoma das aulas, porque o Plano de Contingência para o Setor da Educação aprovado pelo governo recomenda dois alunos por carteira como a uma das condições.

Alfa Úmaro Só referiu que partir desta data, a sua organização vai desencadear uma campanha  de sensibilização que passará por todas as escolas, para comprovar que há condições para a retoma das aulas.

O responsável da classe estudantil explicou aos jornalistas que, quando tudo estava definido para esta segunda-feira, surpreendentemente na sexta-feira receberam um comunicado vindo do ministério de educação, do gabinete de relação públicas e cooperação, dando conta do adiamento da retoma para uma data a indicar. Segundo Alfa Úmaro Só, o ministério da Educação justificou a decisão com a insuficiência de salas de aulas, excesso de alunos para cada turma, falta de carteiras individuais, a insuficiência dos professores em caso da implementação da regra de distanciamento social e a falta de condições higiénico-sanitárias para o retorna das aulas presenciais nas escolas.

O ativista afirmou que todas as alegações avançadas pelo executivo não são suficientes para que o governo adie o processo da retoma das aulas, sob justificação de que não há condições para fazê-lo, e que todas as justificações não correspondem à verdade.

 “O ministro da educação não podia adiar a retoma das aulas sem que, no entanto, tivesse marcado nova data” criticou, aconselhando que o executivo deve encarar a situação das escolas do país com muita responsabilidade e dar um justificativo claro, não alegar a falta de condições ou de carteiras”.

Por: Carolina Djemé

Fotos: C.D  

One comment

  1. Maiquel José Indi disse:

    Força juventude,mas, creio que façamos as coisas com contenção, temos um pais pequeno e pobre não estamos iminidos de condições sanitárias para infrentar esta pandemia. Não digo que não devemos retomar mas, que seja feito em momento oportuno para que não haja situações de fecharmos de novo com o tal em paises mais desenvolvidos que nos, que reabriram mas que voltam a fechar devido novas infecções de covid_19. É melhor prepararmos para depois reabrir, salientando que já estamos na época chuvosa. A minha modesta opinião reabrimos em Setembro e iniciamos o novo ano letivo em Outubro se houver condições necessárias.

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