O Presidente da República, Úmaro Sissoco Embaló, afirmou que a Guiné-Bissau é um país de paz e razão pela qual, apelou aos guineenses para virem lutar em conjunto para erguer uma nova Guiné-Bissau. Embaló lançou o apelo esta segunda-feira, 03 de agosto de 2020, à margem da declaração feita aos jornalistas para manifestar a sua solidariedade com os trabalhadores e os sindicatos guineenses, no quadro da comemoração do dia dos mártires de Pindjiguiti.
O Chefe de Estado guineense explicou aos jornalistas que a representante do Secretário-geral das Nações Unidas e chefe do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) foi fazer-lhe o ponto de situação da missão da UNIOGBIS no país, tendo acrescentado que a UNIOGBIS está no fim da sua missão que termina no fim do ano em curso.

“O primeiro grupo sai agora em agosto e o segundo em setembro. O encerramento total do escritório é no mês de dezembro. A Guiné-Bissau é um país da paz, por isso apelo a todos os guineenses para virem lutar, em conjunto, para erguermos uma nova Guiné-Bissau. E nós somos uma geração de concreto e da paz”, contou.
Sobre a data de 3 de agosto, dia dos mártires de Pindjiguiti, o Presidente da República, disse que é dia de luto e que a data deve servir de dia de reflexão.
“Quero solidarizar-me com todos os trabalhadores nacionais e sindicalistas, porque hoje é dia de trabalhadores e dia de luto. Foi numa data como hoje que foi massacrado um grupo de trabalhadores que reivindicavam os seus salários e melhores condições de vida”, disse.
Solicitado a pronunciar-se sobre as denúncias feitas pelo líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, que disse que o chefe de Estado guineense aufere um salário superior ao do presidente dos Estados Unidos de América, Sissoco disse que o salário mensal do presidente da Guiné-Bissau é cerca de 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) Francos CFA e escusou-se a debruçar–se mais sobre o assunto.
“Quero dizer aos guineenses que é chegado o momento de pararmos todos e vermos o que queremos realmente com a Guiné-Bissau. Já não estamos na campanha política e já houve quem venceu as eleições. Quer, queiramos, quer não, isto é a democracia. A democracia é a expressão da maioria e se a maioria escolheu um candidato para dirigir o país, portanto eu não tenho o direito de, hoje, dizer aqueles que não me apoiaram que saiam. Por isso, convido todos os guineenses, porque todo o guineense tem espaço na Guiné-Bissau, e independentemente das suas posições de ontem, porque sou um homem de concórdia e um presidente da nova geração. A nossa geração deve ser uma geração que não vai odiar ninguém”, referiu.
Por: Epifânia Mendonça
Foto: Cortesia da Presidência






















Força, estamos nessa mesma luta para o bem do nosso país “Guiné Bissau”.