ESCRITORES E JORNALISTAS GUINEENSES LANÇAM “PEN”, PARA PROMOVER A LITERATURA E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Um grupo de escritores e jornalistas guineenses lançou esta terça-feira, 4 de agosto de 2020, uma organização denominada “PEN”, com a finalidade de promover a literatura e defender a liberdade de expressão na Guiné-Bissau. “PEN – Poets, Essayits e Novelists, cigla em Inglês”, uma organização internacional fundada em Londres, Inglaterra, em 1921, é uma associação internacional constituída inicialmente só por escritores, mas que atualmente congrega, no seu seio, também jornalistas, editores, tradutores e bloguistas.

A organização conta com diversos centros em mais de 100 países, constituindo uma rede mundial de solidariedade ativa na defesa dos direitos humanos, em particular, no que se refere à liberdade de expressão e de imprensa bem como promove apoio a escritores, jornalistas e editores perseguidos, presos, torturados ou exilados.

O processo da criação do PEN (Poetas, Ensaístas e Romancistas) Guiné-Bissau teve início em 2013, tendo culminado cinco anos depois, em 2018, com a aprovação do dossiê de admissão, por voto unânime dos delegados ao congresso anual do PEN internacional, em outubro.

De acordo com um documento divulgado à imprensa, que o jornal O Democrata teve acesso, um dos principais objetivos do PEN Guiné-Bissau, para além do que é comum a todos os centros do PEN internacional, é entre outros, o aumento da literacia, a facilitação do acesso ao livro, a elevação do hábito e o gosto pela leitura e advocacia pela inclusão do ensino da literatura, em particular da Guiné-Bissau, no currículo escolar, tanto do ensino público como a nível dos estabelecimentos escolares privados.

No seu discurso, o presidente do PEN Guiné-Bissau, Abdulai Sila, apelou aos jovens escritores, editores e jornalistas para se juntarem ao PEN, tendo assegurado que “juntos e unidos” serão capazes de criar uma organização que “dará proteção à vida, em caso da necessidade”.

O escritor frisou que, para que haja desenvolvimento da literatura é preciso que haja a liberdade de expressão, tendo sublinhado que uma vez consolidada a liberdade de expressão “haverá apoio para o desenvolvimento da literatura”.

Explicou que o propósito do PEN “é vê-lo cada dia mais forte e atuante para o interesse de todos os cidadãos”. 

Abdulai Sila anunciou, por isso, que a sua organização pretende criar, no futuro, clubes de leitura para a promoção da literatura geral, a capacidade de escrever bem, porque “queremos que a literatura guineense seja ensinada nas escolas do país”, precisou.

Por sua vez, a escritora guineense Maria Odete Costa Semedo, membro fundador do PEN, disse na sua declaração aos jornalistas que uma das importâncias que o PEN tem para a Guiné-Bissau é divulgar a literatura e lutar contra qualquer voz e ação que se levante contra a liberdade de expressão no país.  


Por: Carolina Djemé

Foto: C.D

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