ANCA ANUNCIA QUE SERÁ RIGOROSA NA CERTIFICAÇÃO DA CASTANHA DE CAJÚ

O presidente de Conselho de Administração da Agência Nacional de Cajú da Guiné-Bissau (ANCA-GB), Causter Dafá, anunciou esta quinta-feira, 03 de setembro de 2020, que será intolerante e rigoroso na certificação da castanha para manter a qualidade do produto no mercado internacional.

Causter Dafá justificou a medida com as eventuais perdas que a Guiné-Bissau poderá registar no futuro no setor e que levará muitos anos até serem recuperados,se for negligente no controlo da qualidade da castanha guineense.

Lembrou, por isso, que devido à falta de qualidade da castanha transformada internamente, apenas três das 15 fábricas de processamento do produto mantêm-se ativas nesse momento, por falta de sustentabilidade financeira.

O presidente da agência reguladora do setor de cajú fez esta chamada de atenção na sequência de denúncias que recebeu dos delegados regionais da Associação Nacional de Agricultores das regiões de Cacheu e de Oio em como alguns agricultores teriam rejeitado comercializar o produto, devido ao preço de referência fixado pelo governo e, consequentemente, conservando a sua castanha em celeiros inapropriados, o que poderá resultar na sua perda de qualidade.

Esta quinta-feira uma delegação da ANCA e seus parceiros da fileira de caju chefiada pelo seu presidente, esteve nas cidades de Bula e Mansaba, norte do país, para se inteirar da situação da campanha de comercialização da castanha.

A operação da ANCA “desafios económicos”, que deverá levar Causter Dafá e a sua equipa até Bafatá, Gabú e à região de Quínara, visa transmitir aos produtores a preocupação da agência em relação ao setor.

Neste sentido, Causter Dafá esclareceu aos camponeses que o maior estrangulamento encontrado na agilização da campanha de comercialização de castanha de caju de 2020 tem a ver com a crise sanitária que assola a Guiné-Bissau e o o mundo, por isso o governo decidiu adiar o processo da campanha que começaria em março para aplicar medidas restritivas, a par de outras partes do mundo.

O presidente da ANCA criticou o comportamento de alguns camponeses da secção de Ingoré que, segundo informações, teriam rejeitado vender o produto aos operadores nacionais para comercializá-lo junto à fronteira com o Senegal, tendo realçado o esfoço das autoridades nacionais para o controlo rigoroso imprimido nas linhas fronteiriças para haja fuga ao fisco por caminhos clandestinos.

Perante essa situação, anunciou várias medidas, entre as quais, a campanha de sensibilização junto do produtores sobre a necessidade de diversificarem as culturas, trabalhar na renovação de pomares, formação de camponeses sobre as novas técnicas que devem ser adotadas para a plantação de pomares de cajueiros, contornar as dificuldades relacionadas ao escoamento do produto do interior para Bissau, aquisição de um laboratório para os problemas fitossanitários, bem como a preparação de recursos humanos necessários para lidar com os produtos químicos.


Por: Filomeno Sambú
Foto: F.S

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