Greve no setor de saúde: SINETSA EXIGE DO GOVERNO CONCLUSÃO DO PROCESSO DE EFETIVAÇÃO DO PESSOAL DE SAÚDE

O Sindicato Nacional dos Enfermeiros, Técnicos da Saúde e Afins (SINETSA) iniciou esta quinta-feira, 08 de outubro de 2020, uma greve de cinco dias para exigir do governo, entre outros assuntos, a conclusão do processo de efetivação do pessoal de saúde no sistema entre 2014 e 2015, 2018 e alguns de 2020, como também a aprovação da carreira do pessoal de saúde, que ficou pendurada desde maio deste ano.

Em conferência de imprensa realizada na sede da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG), Yoio João Correia, o presidente da SINETSA, revelou que, para além da conclusão do processo de efetivação e a aprovação da carreira do pessoal de saúde, estão também a reclamar o pagamento de subsídios de vela e de isolamento, alguns retroativos e a criação de condições de trabalho, nomeadamente: a colocação dos aparelhos de radiologia e de ecografia, pelo menos em cada hospital regional, a nível nacional, para facilitar o trabalho dos técnicos nos hospitais.

“Depois da assinatura de acordo entre a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné e o executivo, decidimos suspender, temporariamente, as nossas reivindicações para avaliar o cumprimento do acordo pelo governo, do acordo, mas infelizmente o executivo não mostrou vontade de resolver esta situação”, assinalou.

O presidente do SINETSA referiu que, não obstante esta falta de cumprimento, o sindicato fez diligências administrativas  necessárias para que não chegassem a esse ponto de paralisações, mas o governo não lhes deu outra opção “e somos obrigados a usar a nossa arma, fazer greve de cinco dias”, lamentou.

Apesar do estado da calamidade decretado pelo chefe de Estado na sequência da crise sanitária provocada pelo novo Coronavírus, a SINETSA decidiu paralisar o setor de saúde de 08 a 12 outubro.

Sobre o assunto, Yoio João Correia sublinhou que, enquanto sindicalistas e técnicos de saúde, estão preocupados com a situação. Porém, defendeu que não é possível estar-se perante uma pandemia e tentar sacrificar os técnicos de saúde que deveriam ser priorizados, por serem os profissionais mais expostos à contaminação pelo vírus, “de maneira que o governo deve cumprir a sua parte para evitar paralisações no setor de saúde”, aconselhou.


Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A. A

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