PAIGC CONSIDERA ESTRANHA MUDANÇA NO GABINETE DE INTERPOL E NOMEAÇÃO DE EX-PGR BACARI BIAI

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) considerou esta quinta-feira, 07 de janeiro de 2021, estranhas as alterações à liderança na Interpol na Guiné-Bissau e criticou a nomeação do antigo Procurador-Geral da República Bacari Biai para o cargo.

“Para o PAIGC esta mudança brusca ocorrida dias após a decisão da secretaria-geral da Interpol em indeferir o pedido de emissão de mandado de captura internacional, solicitado pelo infeliz Procurador-Geral da República, Fernando Gomes, contra o presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, não deixa ser estranha”, refere o secretariado nacional do partido, em comunicado divulgado à imprensa.

Para o secretariado nacional do PAIGC, a mudança é estranha, tendo em conta a nomeação do antigo Procurador-Geral da República (PGR) e ex-diretor da Polícia Judiciária Bacari Biai para o cargo de diretor nacional da Interpol, lembrando que aquele magistrado foi alvo de sanções da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

“Enquanto PGR, entre 2017 e 2018, Bacari Biai violou visceralmente e recorrentemente as normas jurídicas nacionais e internacionais no capítulo dos Direitos Fundamentais, nomeadamente o direito à liberdade de associação e manifestação”, salienta-se no comunicado.

O secretariado nacional do PAIGC salienta também que a alteração na direção do Interpol da Guiné-Bissau em “nada vai alterar a decisão tomada pela secretaria-geral da Interpol pela mesma ter sido fundamentada com a falta de observância dos requisitos recomendados para a emissão de um mandado de captura internacional”.

O Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau, Fernando Gomes, anunciou, em comunicado à imprensa, em dezembro, que tinha sido emitido um mandado de captura internacional contra o líder do PAIGC, há quase um ano em Portugal, no âmbito de um processo-crime, sem avançar mais pormenores.

O Democrata/lusa

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