SINDICATO EXIGE EFETIVAÇÃO DE TÉCNICOS DE SAÚDE E PAGAMENTO DE SUBSÍDIO DE VELA

O porta-voz do Sindicato Nacional de Enfermeiros e Técnicos de Saúde e Afins (SINETSA), João Correia, exigiu esta  quinta-feira, 14 de janeiro de 2021, a efetivação  de técnicos de saúde e pagamento de subsídios de  vela e de isolamento  aos técnicos.

As exigências foram tornadas públicas em conferência de imprensa conjunta  realizada   com os sindicatos dos Ministério das Finanças, na sede da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG).

João Correia revelou que os médicos sem fronteira terão assinado, no final da sua missão humanitária no país, um acordo com o ministro da Saúde Pública que previa o enquadramento dos médicos nacionais que faziam parte da sua equipa, mas não aconteceu e que há sete meses não recebem nenhum salário.

“Exigimos também a efetivação dos funcionários do ministério de saúde e a resolução do problema de 89 dos nossos colegas de novos ingresso, de 2018”, disse.

O porta-voz da SINETSA afirmou que “não existe nenhuma lei que regulamente o sistema de saúde”. 

“Enquanto sindicatos, entendemos que o governo não está com o interesse no setor, porque já entregamos os documentos para regulamentar o sistema de saúde, mas até ao momento nem sequer foram apreciados no conselho de ministros”, sublinhou.

João Correia criticou o bolo orçamental atribuído à Assembleia Nacional Popular (ANP) e disse que quase é igual ao do ministério de saúde, “o que não deveria ter acontecido” e defende que os hospitais e centros de saúde, a nível do país, estão com falta de materiais para poderem funcionar devidamente.

“Há um mês que não mantemos nenhum diálogo com o ministro de saúde. Aliás, não há diálogo, porque também o ministro das finanças bloqueou os salários dos que aderiram à greve da UNTG”, denunciou.

“Os funcionários da função pública estão em greve e o governo teve tempo de organizar o torneio em tempos da Covid-19”, criticou, tendo apelado, por isso, a todos os funcionários, principalmente os da saúde pública a aderirem à greve decretada pela UNTG e à marcha a realizar-se no sábado, 16 de janeiro de 2021. 

Por: Noemi Nhanguan 

Foto: N.N  

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