Presidente da ANP: “GUINEENSES DEVEM ACREDITAR E TRABALHAR PARA QUE O PAÍS AVANCE”

O presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá, disse que diante de todos os acontecimentos negativos que ocorreram em 2020, “os guineenses devem acreditar e trabalhar para que o país saia da situação em que se encontra”. 

Cassamá, falava na terça-feira, 19 de janeiro de 2021 na cerimónia de cumprimentos do novo ano, por parte dos deputados da nação no salão de honra do Parlamento guineense. Frisou na sua comunicação que 2020 deixou-lhes apenas “lembranças e memórias amargas”, não só devido à crise pandémica, mas também pelos conflitos político-partidários.

Cipriano Cassamá assegurou que existem vozes que dão à impressão de que a Guiné-Bissau não consegue desamarrar-se do “grande nó chamado desentendimento e instabilidade crônica” que claramente está a superar a convergência que deveria existir entre eles.

“Neste momento a dúvida, a desconfiança e o medo de nos aproximarmos dos nossos adversários políticos estão instalados nos nossos corações. O individualismo fala mais alto e o

diálogo franco e honesto foi relegado para segundo plano, vigorando assim a discórdia onde o mais fraco encontra-se sempre a mercê da vontade do mais forte” disse. 

Para o líder do Parlamento, 2021 será um ano de desafios importantes, de tomada de decisões em todo mundo e a que  Guiné-Bissau não está alheia, sublinhando que é fundamental que cada um cumpra fielmente as suas obrigações para não “voltarmos a dececionar o povo guineense que genuinamente depositou em nós toda a sua confiança”.   

Na mesma ocasião o presidente da Comissão Nacional das Eleições (CNE), José Pedro Sambú, defendeu que seja implementado o estatuto de autonomia administrativa e financeira prevista na lei eleitoral, com vista a adotar a CNE de condições financeiras e objetivas para poder prosseguir a sua função administrativa eleitoral independente.

José Pedro Sambú destacou ainda o sentimento do dever cumprido com a realização das eleições de 10 de março de 2019 e as eleições presidenciais de 24 de novembro que teve o segundo escrutínio em 29 de dezembro de 2019. Eleições essas que “obedeceram aos padrões internacionais” aceites e reconhecidas pelas missões de observação internacional eleitoral que estiveram no país. 

Acrescentou que a programação pôs eleitoral da CNE está focalizada neste momento na atualização do recenseamento eleitoral que pressupõe a atualização da cartografia eleitoral.

“No decorrer deste ano civil, a previsão aponta para a atualização dos cadernos eleitorais, uma atividade a desenvolver conjuntamente com o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE), para corrigir algumas falhas constatadas no processo anterior de atualização”, garantiu.

Por: Aguinaldo Ampa

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