DIREÇÃO SUPERIOR DE APU-PDGB NÃO TOLERA “DESORDEM E DESMANDOS” DE DISSIDENTES DO PARTIDO

O Porta-Voz da Comissão Eventual para a Gestão dos Assuntos Políticos e Administrativos do Partido Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Caustar Dafá, advertiu esta segunda-feira, 1 de Março de 2021, que a direção superior de APU-PDGB não tolera a “desordem, desmandos e incitação à violência” de dissidentes daquela formação política.

Caustar falava numa conferência de imprensa, realizada na sua sede, em Bissau, para reagir às declarações de um grupo de dirigentes do partido. Na ocasião, Dafá negou que o grupo se tenha pronunciado em representação da Direção Superior de APU-PDGB, embora admitisse que alguns membros do grupo sejam militantes e que agora são dissidentes.

“A Comissão Eventual para Gestão dos Assuntos Políticos e Administrativos, mandatada pelo presidente do partido e Primeiro-ministro do segundo governo da décima legislatura, Nuno Gomes Nabiam, à luz da sua reunião ordinária de 23 de fevereiro do ano em curso, decidiu desassociar-se dos atos praticados por aquele grupo de pessoas desnorteadas que atuam a mando de opositores das autoridades políticas do país, com o intuito de provocar a desestabilização do processo político em curso, semeando intrigas, calunias, difamações e desordem” disse Caustar Dafá.

O porta-voz foi ainda mais longe ao lamentar o conteúdo das mensagens “incendiárias” proferidas pelo grupo, visando pôr em causa a unidade nacional e a dinâmica da atual governação, cujos resultados estão à vista de toda a população e que impactam positivamente a vida pública, traduzida na melhoria das suas condições e esperança.

“O senhor Mídana Na Tchan e seus acólitos esteve, dentre outros dissidentes de APU-PDGB, a apoiar o candidato Domingos Simões Pereira nas eleições presidenciais de 29 de dezembro de 2019. Depois do desfecho do processo eleitoral que deu vitória a Umaro Sissoco Embalo, aqueles dissidentes transformaram-se em opositores desesperados, pendurados no PAIGC, agindo hostilmente contra os interesses do povo guineense e do seu governo”, sublinhou.

Nesse sentido, Caustar Dafá informou que a Direção Superior do APU-PDGB reitera o seu princípio de paz, de unidade nacional, sustentado pelos pilares da democracia, estado de direito, liberdade de opinião, do respeito pelas instituições da República e dos cidadãos em geral, com base na ética, ordem e disciplina.

O responsável exortou às autoridades do país para o cumprimento das suas obrigações constitucionais em proteção, como desígnios para afirmação do estado forjado na heróica luta de libertação nacional.


Por: Aguinaldo Ampla
Foto: A.A 

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