BOXISTA FRANCESA QUER NATURALIZAR-SE E COMPETIR PELA GUINÉ-BISSAU

A boxista francesa, Manon Jocelyne Fournier, mostrou-se disponível para naturalizar-se guineense e competir pela Guiné-Bissau nos certames internacionais. 

Caso as autoridades do país permitam a sua naturalização, Jocelyne ambiciona cativar as jovens raparigas nacionais a aderirem a modalidade.

“Estou disponível para adquirir a nacionalidade guineense e vestir a camisola com as cores da Guiné-Bissau. Acho que não é só na Europa que a pessoa pode ter sucesso e ser reconhecida pelo mundo fora, por isso, quero alertar os guineenses que podem alcançar o êxito mesmo competindo em casa”, declarou.

“Também vou incentivar as mulheres dos diferentes bairros de Bissau e do interior do país para começarem a praticar o boxe, porque as meninas guineenses têm direito de serem atletas nesta modalidade, que não é só para homens”, afirmou.

Jocelyne Fournier falava esta segunda-feira, 01 de Abril de 2021, numa entrevista concedida ao Jornal O Democrata nas instalações do centro da Federação do Boxe da Guiné-Bissau, sito em Bissau, onde explicou as razões que a levou a tomar esta decisão de querer naturalizar-se guineense.

Segundo explicação da jovem atleta, após a conclusão do processo da naturalização, pretende falar com as autoridades francesas ligadas ao Boxe no sentido de organizar um torneio na Guiné-Bissau, masculino e feminino, para permitir o relançamento do Boxe a nível do território nacional nos próximos anos.

Em caso da naturalização, a atleta que nasceu na França, será a primeira boxista feminina guineense a começar a competir nos palcos internacionais em nome da Guiné-Bissau nos próximos anos, segundo apurou a seção desportiva de O Democrata junto da instituição federativa daquela modalidade no país.

Visivelmente satisfeita com a abertura demonstrada pela jovem francesa, o presidente da Federação do Boxe, Mamadú Saliú Sanha, entende que a naturalização de Manon Jocelyne Fournier vai ajudar a modalidade a transformar-se num desporto de massa a nível nacional.

“Se as mulheres guineenses começarem a praticar o boxe, teremos outro público e começaremos a fazer a maximização do Boxe. Ela será oficialmente a primeira boxista mulher vestindo as cores da Guiné-Bissau e vai fazer a história, subindo o ringue para competir pela nação guineense”, disse.

Questionado pelo O Democrata sobre os avanços no processo da naturalização de Manon Jocelyne Fournier, Saliu Sanha revelou que a federação da modalidade já tem um pré-acordo com a atleta, que foi transmitido hoje ao secretário de Estado da Juventude e dos Desportos, Florentino Dias.

De recordar que a boxista Manon Jocelyne Fournieracompanhou recentemente uma delegação guineense da modalidade que esteve no Senegal recentemente, onde participou num torneio do Boxe, na qual a Guiné-Bissau se sagrou campeã.

O país conseguiu arrecadar, durante o torneio, sete medalhas de ouro e quatro taças.

Manon Jocelyne Fournier sagrou-se vice-campeã num torneio da modalidade da categoria júnior em 2016 em França.

Por: Alison Cabral

Foto: AC

2 comments

  1. D.C. disse:

    Una boa oportunidade para ela, e nem estou contra a idea, mais quantos tempos que ela fez na Guiné com a Residência permanente? Será que já reuniu todas as condições necessárias para a obter?

    • LB disse:

      Era preciso ter o tempo necessário para lhe atribuir a nacionalidade? Lamentavelmente, há gente que não entende a vida. Seria uma excelente oportunidade para a Guiné naturalizar essa jovem rapariga. Tenho fé que as autoridades nacionais terão isso como uma prioridade. Mantenhas as mentes entupidas…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Figura de Semana

Edição Impressa