COMITÉ CONTRA PRÁTICAS NEFASTAS DIZ QUE DENÚNCIAS SOBRE ASSÉDIO E VIOLÊNCIA SEXUAL AUMENTARAM

A presidente do Comité Nacional para o Abandono das Práticas Tradicionais Nefastas à Saúde da Mulher e Criança (CNAPN), Fatumata Djau Baldé, afirmou esta terça-feira, 25 de maio de 2021, que as denúncias sobre casos de assédio sexual e violência sexual continuam a aumentar na Guiné-Bissau.

Fatumata Djau Baldé fez essa afirmação na abertura dos trabalhos de validação do manual sobre a violência baseada no gênero e a formação de formadores sobre a mesma temática. A ação formativa  decorre de 25 a 27 de maio do ano 2021, em Bissau e é destinada a professores e atores ligados  à educação, afetos às escolas e organizações da sociedade civil.

Na sua comunicação, Fatumata Djau Baldé defendeu que é necessário incluir a temática de assédio sexual e violação nos currículos escolares.

Contudo, alertou que antes da sua implementação será preciso desenvolver um “programa piloto”.

“O fenómeno da violação sexual existe há muito tempo no país, por isso as pessoas estão a ser conscientizadas e as denúncias sobre o assédio e violência sexual tendem a aumentar cada vez mais no país”, afirmou.

Perante estes fatos, Djau Baldé defendeu que deve-se fazer, na Guiné-Bissau, um trabalho de base para proteger as vítimas de abuso sexual e de assédio sexual e denunciar os praticantes de tais atos.

Segundo a presidente do CNAPN, a organização que representa conseguiu sensibilizar mais de oitocentas (800) tabancas, em todo o território nacional, sobre a prática de Mutilação Genital Feminina (MGF).

Baldé anunciou, na abertura dos trabalhos de três dias, que o Comité vai instituir, no final do encontro, um conselho com pontos focais em diferentes escolas do país, para monitorar as denúncias de assédio sexual e a violência sexual.

Por: Noemi Nhanguan

Foto: N.N

Author: O DEMOCRATA

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