PAIGC PEDE AOS SEUS MILITANTES A REVEREM-SE NAS ASPIRAÇÕES DO POVO

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) pediu aos seus dirigentes e  militantes a conciliarem as suas aspirações com as do povo, enquanto centro das prioridades do partido. A chamada de atenção saiu da reunião do Bureau Político do partido, realizada no sábado, 5 de junho de 2021.

Na sua comunicação, o presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira,  fez uma chamada de atenção aos militantes ou dirigentes, que têm tido como modus operandi o aproveitamento político, em momentos de crise, em vez de agirem em conformidade com os pressupostos estatutários convencionados requeridos para fazer a vontade da maioria. O partido insistiu que o PAIGC, enquanto uma Associação Política, deve se reger por uma direcção colegial e reflectir as aspirações do Povo, enquanto centro das prioridades.

O Bureau político do PAIGC lamentou as ausências de muitos dirigentes  falecidos, invocando mais recentemente o caso do Brígida de Barros, e pediu que seja observado um minuto de silêncio em suas memórias.

O órgão informou que o PAIGC tem obrigação de reconhecer os momentos difíceis, marcados por dissidências que, em alguns momentos o fragilizaram, tendo sublinhado o facto dessas contrariedades terem sido superadas pela unidade e coesão interna.

Em relação às críticas sobre favorecimento do presidente em determinadas promoções internas e nomeações aos cargos públicos,  Domingos Simões Pereira convidou os membros do Bureau Político a debaterem  esta questão e indicar as formas e os critérios objetivos que devem ser acautelados ou observados para o efeito.

Quanto aos protestos contra o interregno registado na realização das reuniões de órgãos estatutários do PAIGC,  o presidente do partido convidou os contestatários a apresentarem fundamentos na plenária do Bureau Político, lembrando-lhes que, perante o confinamento, determinado pela COVID-19 tornava-se difícil a realização de sessões plenárias desta natureza.

Após a sessão formal de abertura, seguiram “aturados” debates, num “clima de cordialidade e ordem com base no elevado nível da democracia interna no partido, que caracterizam as reuniões estatutárias do PAIGC”, diz o comunicado

Concernente à 2ª volta das Eleições Presidenciais de 29 de dezembro de 2019, o PAIGC reconhece a validação dos resultados eleitorais.

“Tendo ainda em conta que a decisão do STJ veio a esgotar todos os mecanismos legais e constitucionais para reclamação dos resultados eleitorais, o Bureau Político deliberou reiterar a sua aceitação do veredicto da corte Suprema de Justiça, que validou os resultados eleitorais proclamados pela CNE e que deu como derrotado o candidato Eng° Domingos Simões Pereira na 2ª volta das eleições presidenciais de 29 de dezembro de 2019”.

O partido decidiu também aprovar uma moção de confiança ao presidente Domingos Simões Pereira, pela “forma sábia, e competente como tem conduzido os destinos do partido e lidado com a crise política persistente no país”.

Para além dessa exigência, o PAIGC aprovou uma moção de solidariedade para com os familiares das vítimas do trágico acidente de viação da localidade de Cambesse, Setor de Bambadinca-Xitole, bem como as do naufrágio. E na sequência do ocorrido, condenou a “apreensão, ilegal e abusiva por parte dos atuais detentores do Poder de 4 (?) embarcações”, meios fluviais que foram doados pelo presidente do PAIGC, precisamente para “permitir maior segurança das comunidades das Ilhas Bijagós nas  ligações marítimas com a Capital Bissau e ilhas mais distantes”.   

Na sequência das suas deliberações, o partido aprovou o calendário político do PAIGC rumo ao X Congresso Ordinário  estabelecido entre junho de 2021 à maio de 2022, incluindo a realização de seguintes atividades: Congressos da UDEMU e da JAAC, Conferências de CONQUATSA e do Conselho de Veteranos:

Na sequência dessa decisão, apelou à maior coesão interna no partido por forma a fazer face aos novos desafios que se colocam no futuro, bem como a criação da Comissão Ad-hoc para assegurar os preparativos da conferência de CONQUATSA.

O partido decidiu igualmente criar a Comissão Organizadora da 2ª Sessão da Universidade aberta, tendo como honra Vasco Cabral.

Por: Filomeno Sambú

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