A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) condenou aquilo que considera “atos terroristas contra cidadãos” em Bafata, no leste da Guiné Bissau.
Esta segunda-feira, um grupo de jovens foi impedido pela polícia de ordem pública local de realizar uma manifestação pacífica para exigir o direito à energia elétrica naquela cidade do leste do país.
A polícia local deteve também três elementos do grupo.
A LGDH diz que registou com “estupefação” os acontecimentos ocorridos hoje, em Bafatá, que culminaram com as “detenções arbitrárias e consequente espancamento de 3 jovens de diferentes organizações da sociedade civil local”.
A liga escreveu que os três detidos, incluindo o Presidente do Conselho Regional da Juventude, foram torturados na esquadra da polícia local e de seguida humilhados na praça pública, numa clara “ostentação da brutalidade e de desrespeito pela dignidade da pessoa humana”.
Para a organização defensora dos direitos humanos, aquela atuação “nojenta e criminosa” das autoridades policiais de Bafatá contra cidadãos inocentes, espelha a dimensão da “ignorância e impreparação” de alguns elementos das forças de segurança para o exercício da nobre missão de manutenção da ordem e tranquilidade pública.
Neste sentido, a LGDH condena aquele “ato cobarde” e exige a identificação e consequente responsabilização criminal dos seus atores.
A Liga exige ainda a instauração de um competente procedimento disciplinar contra os seus autores morais e materiais, tendente à expulsão dos mesmos na corporação policial.
Por fim, a Liga exige a libertação “imediata e incondicional” de todos os detidos e responsabiliza o estado pela integridade física dos mesmos.
Por.: Tiago Seide
Foto: LHDH





















