Projeto da OMVG: GOVERNO PREVÊ A LIGAÇÃO À REDE DA ENERGIA ELÉTRICA DA OMVG PARA O PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2022

O vice-primeiro-ministro, Soares Sambú, anunciou que a conexão à rede da energia elétrica da barragem de Kaleta (Guiné-Conacri) está projetada para o primeiro trimestre do próximo ano (2022), tendo em conta o ritmo de execução dos trabalhos de construção de quatro subestações, da linha de interconexão na Guiné-Bissau, no quadro do projeto da rede elétrica dos países membros da Organização para a Valorização do Rio Gâmbia (OMVG). 

O governante fez esta previsão em declarações aos jornalistas no final de uma visita efetuada na sexta-feira, 09 de julho de 2021, às subestações do Saltinho (sul), de Bambadinca (leste), de Mansoa (norte) e do setor autónomo de Bissau, concretamente no bairro de Antula Ndame Tete.

Integraram a comitiva chefiada pelo vice-primeiro-ministro, o ministro do Estado dos Recursos Naturais e da Energia, Orlando Vieigas, o ministro do Estado, do Interior, Botche Candé, o ministro da Administração Territorial e do Poder Local, Fernando Dias, o ministro do Ambiente e da Biodiversidade, Viriato Soares Cassamá,  o Alto Comissário da OMVG, Lassana Fofana, altos responsáveis das empresas executoras e técnicos do ministério da Energia e da OMVG.

Notam-se atrasos na execução dos trabalhos das subestações de Bambadinca e, sobretudo de Mansoa comparativamente às de Saltinho e Antula que poderão estar  operacionais no decurso do mês de julho. Segundo apurou O Democrata, prevê-se que todas as subestações estejam prontas  até ao final do mês de dezembro do ano em curso.

Soares Sambú explicou que, de acordo com as informações dos técnicos, a linha de transmissão de energia elétrica do projeto da linha de alta tensão da OMVG abrange uma distância de 217,33 quilómetros na Guiné-Bissau, com cerca de 550 tores colocados em diferentes zonas. 

“Acreditamos que até ao primeiro trimestre [de 2022] tenhamos a energia elétrica a partir da barragem” assegurou, para de seguida enfatizar que se registaram algumas dificuldades no que concerne ao processo de indemnizações aos ocupantes de espaços por onde passam os cabos, às questões ambientais, ao desalfandegamento e isenções dos materiais destinados ao projeto, tendo frisado que algumas dessas dificuldades já foram ultrapassadas.  

Sambú anunciou que o governo criará uma célula que passará a acompanhar a evolução dos trabalhos, através de reuniões semanais. 

O ministro dos Recursos Naturais e Energia, Orlando Vieigas, também presidente em exercício do Conselho de  Ministros da OMVG reconheceu que o nível da execução das obras é muito aceitável, não obstante os atrasos registados. Afiançou que o projeto vai promover desenvolvimento económico sustentável para a população da Guiné-Bissau. 

O Alto Comissário da OMVG, Lansana Fofana, reconheceu que é a primeira vez que assistiu, a nível de todos os Estados membros da organização, a um engajamento “forte e inédito” dos membros do governo que se mobilizaram para inteirar-se dos trabalhos das subestações. Frisou que isso é uma motivação para o projeto e apelou às empresas fornecedoras que cumpram o calendário para a entrega das subestações.

De recordar que a OMVG, criada em 1978 à qual a Guiné-Bissau aderiu em 1983, está a desenvolver um projeto da linha de interligação elétrica que cobre uma extensão de 1645,56 Km para transportar a energia (225/30 kV) produzida pelos empreendimentos Sambangalou (Senegal) e Kaleta (Guiné Conacri) aos estados membros, nomeadamente, a Gâmbia, a Guiné Conacri, a Guiné-Bissau e o Senegal.

Por: Assana Sambú

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