Boletim semanal: ALTO COMISSARIADO ADMITE NÃO TER SOLUÇÃO PARA FUNERAIS DE VÍTIMAS DE COVID-19

A Alta Comissária para a Covid-19, Magda Robalo Silva, disse esta segunda-feira, 23 de agosto de 2021, que a instituição que dirige não tem solução para evitar enterro de pessoas mortas por coronavírus e que apenas possui canais de sensibilização em termos de prevenção contra contágios e propagação da doença através dos cadáveres.

A Alta comissária falava na habitual conferência de imprensa sobre a evolução epidemiológica da Covid-19 na Guiné-Bissau, anunciando que onze centros de saúde mais cinco postos de vacinação   do Setor Autonómo de Bissau e o hospital militar vão retomar a campanha de vacinação contra a covid-19 e que até o próximo dia 30 do mês em curso será alargada a todas as regiões da Guiné-Bissau. 

Questionada se o Alto Comissariado (AC) tem uma estratégia para assegurar os enterros de pessoas mortas por coronavírus, tendo em conta a diversidade étnica e cultural do povo guineense, Magda Robalo lamentou não dispor de solução para casos de funerais de óbitos por covid-19.

“O Alto Comissariado já tinha tentado evitar a transladação de óbitos por covid-19 de  uma região para outra, mas  devido às questões culturais não teve sucesso”, sublinhou.

Sobre a campanha de vacinação, Magda Robalo explicou que a vai iniciar no arquipélago dos Bijagós no dia 25 de agosto a campanha de vacinação.

Explicou também que uma equipa do AC vai deslocar-se à região de Tombali para formar os técnicos de saúde e iniciar a campanha de vacinação na região sul do país no próximo dia 26 de agosto.

“Até o dia 30 de agosto, o processo de  vacinação contra a covid-19, chegará a todas as regiões do país. As datas do início são: Tombali e Cacheu no dia 26; Quínara, Oio e Farim no dia 28 e Gabú no dia 30”, salientou.

Informou que só na semana passada foram vacinadas cerca de cinco mil cidadãos que é um “número importante”.

De acordo com o boletim divulgado esta segunda-feira,  de 16 a 22 de agosto de 2021 foram registados 395 novos casos, 13 óbitos e 193 recuperados, totalizando 5,518 acumulados, 103 óbitos por covid-19, 6 óbitos com covid-19 e 817 ativos.

AC recolheu 3.219 novas amostras, destas 395 resultaram positivas e foram reapreciadas 220.

O boletim indica que a região sanitária de Bissau registou esta semana 215 novos casos e 11 óbitos, o que fez subir de 4,096 para 4,311, o número de casos acumulados, dos quais 3. 845 recuperados, 65 óbitos por Covid-19, 4 com covid-19 e 395 casos ativos.

A região de Biombo registou 237 casos acumulados, dos quais 181 recuperados, 18 óbitos por Covid-19, 2 óbitos com Covid-19 e 39 ativos. A região sanitária de Oio subiu   de 173 para 218 casos acumulados, dos quais 112 recuperados, um óbito e 105 casos ativos.

A região de Cacheu registou até esta segunda-feira 28 novos casos, uma subida de 141 para 169 casos acumulados, dos quais 109 recuperados, 02 óbitos e 59 ativos.

A região sanitária de Bafatá aumentou de 144 para 165 casos acumulados, dos quais 106 recuperados, 14 óbitos e 43 ativos.

A região dos Bijagós registou na última semana 45 novos casos, o que faz subir o total de acumulados de 77 para 122, dos quais 14 recuperados e 108 ativos.

A região sanitária de Gabú tem um total de 114 casos acumulados, dos quais 76 recuperados, um óbito e 37 casos ativos.

A região de Quínara registou 88 casos acumulados, dos quais 63 recuperados, dois óbitos e 23 ativos. A região de Tombali tem um total de 65 casos acumulados, dos quais 57 recuperados e oito ativos.

Relativamente à região sanitária de Farim, os  dados mantêm-se em 27 casos de acumulados, todos recuperados. E a região sanitária de Bolama tem um registo de apenas  02 acumulados, todos recuperados.

Em relação à disponibilidade do oxigênio, AC disse que só na semana passada importou 400 botijas de oxigênio para servir o hospital nacional Simão Mendes e as regiões de Bafatá e Bijagós.

“Foram 4oo botijas de oxigénio importadas na semana passada, sem contar com as garrafas produzidas localmente”, assegurou, adiantando que a Clínica Madrugada, o hospital de Cumura e o hospital Simão Mendes continuam a produzir oxigênio.

Por: Epifânia Mendonça

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