Promotores da língua: “PORTUGUÊS DEVE SER ENSINADO COMO UMA LÍNGUA ESTRANGEIRA, NÃO MATERNA”

O Vice Porta-Voz dos Jovens promotores da língua Portuguesa (JPLP-G.B), Sene Sanhá,  defendeu esta  quarta-feira, 15 de setembro de 2021, que o português deve ser ensinado nas escolas como uma língua estrangeira, não materna.

Sene Sanhá é de opinião que é preciso concertar e revitalizar o próprio sistema que, no cômputo geral, “é muito deficitário na Guiné-Bissau” para depois falar da língua portuguesa, que “é ensinada como a língua materna o que não deveria ter acontecido”.

Sanhá fez essa observação depois da visita do grupo ao jornal O Democrata, na qual reconheceu que o uso do português na Guiné-Bissau  “é um problema “, devido às sucessivas greves que não têm ajudado o próprio  sistema do ensino guineense  

“Não se pode falar da eficácia ou eficiência de uma língua de ensino, quando o sistema é deficitário”, sublinhou, lembrando que o método que tem sido utilizado para ensinar o português no país não tem ajudado na sua eficácia, porque na Guiné-Bissau a maior parte dos alunos tem a sua língua materna ou segunda, antes do português.

Em relação à visita, o também professor do português no secundário, disse que visitou  O Democrata para se inteirar do seu funcionamento e definir planos para estabelecer no futuro uma parceria com o seminário guineense para promoção da língua portuguesa na Guiné-Bissau.

“Ficamos satisfeitos com o que vimos e a imagem que nos proporcionaram, constatando por nós próprios a realidade que o jornal tem enfrentado associada a muitas dificuldades”, referiu.

Sene Sanhá disse ter recebido indicação dos editores que, ao longo dos tempos, o Jornal O Democrata tem trabalhado para a democratização da informação.

“É lamentável registar nas próprias instituições do Estado o uso abusivo do crioulo. Oficializamos o português como nossa língua oficial, do trabalho e da escolarização, então deve haver alguma comunicação, em português, no serviço, evitando essa ausência da língua portuguesa nos serviços públicos”, criticou.

Por: Aguinaldo Ampa

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