MINISTRO DE SAÚDE REVELOU QUE BOICOTE NO SIMÃO MENDES PROVOCOU CINCO ÓBITOS

O ministro da Saúde Pública, Dionísio Cumba, revelou que o boicote ao trabalho no Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) já provocou  cinco óbitos, dos quais dois nos serviços da Covid-19, um no de de medicina e outro chegou de casa praticamente óbito.

O boicote aos trabalhos no setor de saúde a nível nacional  iniciado na segunda-feira, 20 de setembro de 2021, pelo sindicato de  Quadros Superiores de Saúde ( SINQUASS) e pelo Sindicato Nacional dos Enfermeiros, Técnicos  de Saúde e Afins( SINETSA) paralisou também os serviços de algumas áreas sanitárias regionais.

Os dados estatísticos divulgados no final de tarde desta terça-feira por Dionísio Cumba indicam que no Centro de Saúde de São Domingos os trabalhos decorreram normalmente sem transtornos.

Na região de Gabu, a adesão ao boicote foi quase total,  apenas duas estruturas sanitárias estão a funcionar a cem por cento, estando 12 com serviços mínimos garantidos, não havendo registo de nenhuma  estrutura que tenha aderido a cem por cento ao boicote.

“Em Biombo, a adesão ao boicote é na ordem dos cem por cento.  

Nas ilhas de Bijagós, 10 estruturas sanitárias funcionaram e uma esteve em greve, mas com os serviços mínimos garantidos. 

Na região de Oio, também 2 estruturas funcionaram, 12 com os serviços mínimos e uma em greve. 

Em Cacheu tivemos uma situação variável, com alguns serviços a funcionar. 

Quínara  tem zero estruturas a funcionar, sete com os serviços mínimos e duas em greve. 

Bolama tem zero estruturas a funcionar e  cinco com serviços mínimos garantidos. 

No SAB, a adesão é de cem por cento e Farim também zero estruturas a funcionar e cinco estão a garantir serviço mínimo”.

Em relação ao HNSM, o ministério da Saúde conseguiu contratar cinco médicos do Hospital Militar que estão assegurar os serviços mínimos nos setores considerados  críticos, nomeadamente, um médico para a maternidade, um para urgências, um para a ortopedia, um para cirurgia, bem como dois técnicos, um de reanimação  (anestesia) e um instrumentalista.

Para além de médicos militares, o ministério da Saúde Pública colocou no terreno equipas das brigadas médicas  cubanas, tanto no Setor Autónimo Bissau ( SAB) como no interior do país para garantir os serviços mínimos, informou Dionísio Cumba.

Em reação ao boicote, o ministro da Função da Pública, Tumane Baldé,  pediu aos médicos e enfermeiros envolvidos no boicote a reconsiderarem as suas posições para salvar vidas.

O também médico considerou “ato de sabotagem” o que aconteceu  ontem e hoje nos hospitais e Centros de Saúde públicos. Contudo, disse estar disposto a negociar com os sindicatos, apelando ao respeito do código  deontológico profissional.

Por: Filomeno Sambú

Author: O DEMOCRATA

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