ALTA COMISSÁRIA AFIRMA QUE O COMBATE À COVID-19 É DA GUINÉ-BISSAU E PARA O GUINEENSE

A Alta Comissária para a Covid-19 afirmou esta quinta-feira, 23 de setembro de 2021, que o problema de combate à Covid-19 é da Guiné-Bissau e para o guineense.

“Se tivermos pessoas internadas no centro da covid-19, é uma mais valia porque é a preocupação de todos nós. Creio que os próprios colegas que trabalham naquele centro também estejam preocupados com os pacientes internados lá”, frisou.  

Magda Robalo falava em conferência de imprensa para reagir àquilo que considera “acusações levianas” feitas na quarta-feira pelos técnicos do centro de tratamento da covid-19, que denunciaram a falta de transparência na gestão dos fundos doados para combater a pandemia.

A Alta Comissária para o combate à pandemia da covid-19 ameaçou avançar com uma queixa-crime contra elementos do Coletivo.

“Acusar uma pessoa de roubo e de falta de transparência não é bom! Quero deixar claro aqui que vou avançar com uma queixa-crime contra as acusações levianas feitas contra a minha pessoa”, afirmou.  

Em conferência de imprensa, Saibano Nhaga, um dos membros do coletivo, exigiu ao Alto Comissariado a devolução de subsídios subtraídos aos técnicos, “sem nenhum fundamento”, revelando que lhe foi retirado parte do subsídios correspondentes a 65% do total que auferiam no acordo inicial assumido pelas partes.

Explicou também que a Alta comissária tinha assumido verbalmente que devolveria os valores em causa e atualizaria as dívidas no prazo de uma semana, mas não honrou o compromisso que assumiu o que terá levado os técnicos a boicotarem, novamente, os trabalhos no centro de tratamento da covid-19, por tempo indeterminado.

Magda Robalo disse que a instituição que dirige trabalha com quase mil pessoas ligadas à saúde,  pelo que “este pequeno grupo” não pode comprometer os trabalhos que estão a ser feitos.

“Só na lista do pagamento, temos aproximadamente 800 pessoas em todo o país, sem incluir os voluntários de várias organizações e da cruz vermelha, portanto isso não pode ser o motivo de pararmos o trabalho que temos feito até aqui e que continuamos a fazer”, informou, adiantando que no concernente à gestão de fundos para o combate à pandemia, o Alto Comissariado não recebeu até ao momento nenhuma reclamação dos parceiros referente à má gestão. 

Questionado se a paralisação dos técnicos de centro da covid-19 do hospital Simão Mendes não vai criar constrangimentos ao trabalho do alto comissariado, Magda Robalo reafirmou que a luta contra a coronavírus não é um trabalho do Alto Comissariado, mas sim “um trabalho da Guiné-Bissau para o guineense”.  

Importa referir que antes da paralisação dos técnicos estavam internados no centro 19 pacientes da covid-19, dos quais dez se encontravam em estado grave. Ainda de acordo com as informações apuradas pelo O Democrata, depois do início da paralisação, os familiares retiraram os seus doentes para levá-los a outros centros de tratamento especializado, nomeadamente, Clínica de Bôr, hospital de Cumura e Clínica Madrugada.

A fonte contatada pelo jornal O Democrata junto do centro informou que neste momento estão internados apenas três pacientes naquele centro e que se encontram no estado muito crítico que, de acordo com a mesma fonte, requer o acompanhamento constante. 

Por: Aguinaldo Ampa/ Assana SAMBU

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