Editorial: TRANSPARÊNCIA NO JORNALISMO E ASSASSINATO DA REPUTAÇÃO SOCIAL NA GUINÉ-BISSAU

Hoje, nas sociedades contemporâneas, dentre os jornalistas, a leitura é unanime. Que o jornalismo é um exercício diário de inteligência e da prática quotidiana de caráter dos seus profissionais. 

Nesta ordem de ideia, a Guiné-Bissau precisa de formar uma nova geração de jornalistas comprometidos com a ética como capacidade deatuar com transparência em todos os media tradicionais e nos media digitais. Assim, a função social de jornalismo seria indispensável e necessária na Guiné-Bissau para evitar que a sociedade guineense seja mal informada e facilmente manipulada pelasopiniões publicadas dos influenciadores que vendem gatos por lebres na esfera pública nacional.

A nova geração dos jornalistas guineenses deve disseminar, nos media tradicionais e digitais, fatos sociais que vivencia abordando apenas as suas perspetivas-chave. A geração de nativo digital do jornalismo da Guiné-Bissau deve abordar os assuntos de interesse público sobre uma realidade social concreta de um acontecimento noticioso. 

Por isso, devem sempre realizar uma profunda e exaustiva investigação jornalística para poder produzir e apresentar ou relatar os fatos que publicam nos media. Um jovem jornalista guineense deve reconhecer e aceitar o principio geral do exercício da profissão do jornalismo: “não aceitar a veracidade de uma notícia até que seu conteúdo seja comprovado através de uma fonte fidedigna”.

A nova geração de jornalistas guineenses deve saber e conhecer de perto as alterações contemporâneas dos valores do jornalismo verificadas no novo ecossistema de convergência mediática.

Ou seja, a nova geração de comunicólogos guineenses deve saber como manter a confiança e a verdade; ou adaptar a objetividade e a imparcialidade ou ainda incorporar a transparência e a interatividade na produção de notícias no novo ecossistema de convergência mediática. O que permitirá ao país ter jovens jornalistas nativos digitais que produzam conteúdos jornalísticos de forma honesta para o consumo do público.

Assim, a transparência surgirá no jornalismo guineense como um valor ético fundamental na produção de notícias de qualidade para o consumo humano da população da Guiné-Bissau.

A transparência será um conjunto dos valores éticos utilizados pelos jovens jornalistas da Guiné-Bissau para produzir, de forma mais clara possível, notícias de qualidade para o consumo humano. O que ajudará a democratizar a Guiné-Bissau uma vez que permitirá ao público ter o acesso às verdadeiras fontes de informação e aos dados da produção dasnotícias que circulam no país. Por outro lado, ajudará os cidadãos a conhecerem os efeitos positivos e negativos datransparência, de acordo com o que o fenómeno da transparência revelar na notícia. Mas também é bom que os jovens jornalistas saibam que, na produção de uma notícia, a transparência não é necessariamente sinónimo  da verdade. Porque um contexto de maior transparência pode enganar, se não houver correção, integridade, imparcialidade ou a exata interpretação por parte das audiências.

O estabelecimento da transparência como valor ético pelos jovens jornalistas de nativos digitais poderá contribuir para o desenvolvimento de cinco fatores essenciais em todo o território nacional: 

I – Estabelecimento de um governo democrático na Guiné-Bissau; 

II – Ascensão do jornalismo na esfera pública; 

III – Disseminação das Organizações da Sociedade Civil que atuarão na fiscalização do governo;

IV – Estabelecimento de regras internacionais que exigirão a existência dos governos abertos na Guiné-Bissau e 

V – Ter ampla disponibilidade de tecnologias de informação no país.

A transparência será assim, no jornalismo guineense, uma das melhores disciplinas de documentação, de apuração e de verificação dos dados dos acontecimentos informativos que os jovens jornalistas nativos digitais transformarão em notícias. Porque, permitirá a nova geração dos jornalistas do país revelarem todos os bastidores de quaisquer reportagens ou noticias que publicam nos media tradicionais enos media digitais.

Nesta perspetiva, a transparência como valor ético será a única forma prática da nova geração dos jornalistas guineenses revelarem ao máximopossível ao público o que sabe sobre as fontes e os dados utilizados na produção das suas notícias na esfera pública. 

Por isso, esperemos que os jovens jornalistas guineenses valorizem a transparências como um valor ético e não apenas esforçarem para parecerem ser transparentes aos olhos do seu público. Se os jovens jornalistas nativos digitais guineenses se esforçarem apenas para parecerem transparentes aos olhos do seu público, assassinarão a reputação social em todo o território nacional e instaurarão na sociedadeo radicalismo que nos deixará sem saber como dialogamos na esfera pública nacional.


Por: António Nhaga

Diretor-Geral/editor principal 

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado.