IBAP DEFENDE GESTÃO SEGURA DE LAGOAS E ESPAÇOS FLORESTAIS

O diretor-geral do Instituto da Biodiversidade das Áreas Protegidas (IBAP), Justino Biai, defendeu que é preciso gerir, de forma segura, as lagoas e os espaços florestais para não comprometer a segurança alimentar na Guiné-Bissau.

“A população guineense alimenta e sobrevive do seu espaço florestal e das lagoas, de maneira que se não forem geridas de forma segura, o futuro e a segurança alimentar estarão comprometidas”.

Biai falava na  abertura do seminário de validação do documento do projeto “Reforço da conetividade ecológica no complexo Dulombi-Bõe Tchetche”.

O ambientalista enfatizou que as espécies ou animais selvagens desempenham um papel importante na sobrevivência dos seres humanos, porque “são esses animais que levam sementes de um lado para outro para que possamos ter uma floresta para explorar”.

O responsável do IBAP sublinhou que “é impossível” o homem praticar qualquer atividade no mundo inteiro sem ambiente, recursos naturais e vida selvagem.

Neste sentido, defendeu que a Guiné-Bissau, à semelhança de outros países do mundo, precisa identificar espaços que ainda são possíveis conservar e  restaurar os que estão degradados.

O ambientalista lembrou neste particular que 2020-2030 foi declarada pelas  Nações Unidas como a década de restauração do ecossistema, uma dinâmica abraçada pelo mundo “e a Guiné-Bissau não pode ficar de fora”.

Por seu lado, o chefe do Programa da União Internacional da Conservação da Natureza (UICN), Jean Luís Sanca, sublinhou que o projeto “Reforço da conectividade ecológica no complexo Dulombi-Bõe Tcheche” visa reforçar um  conjunto das atividades de conservação e restauração da biodiversidade criada no país, sobretudo na zona leste, nomeadamente, Dulombi-Bõe e Tchetche.

Jean Luís Sanca referiu  que houve várias iniciativas realizadas para a criação das áreas protegidas, como também financiamento para a sua governação ou gestão dessas áreas protegidas, e hoje em dia a dinâmica da degradação constatada no passado reduziu bastante.

“Área protegida pode contribuir na produção do gás  carbono para o mundo, que levará o país a ganhar muito dinheiro, e pode servir para a promoção de ecoturismo e atividade económica’’.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A   

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