SOCIEDADE CIVIL PEDE DEMISSÃO DO MINISTRO DO INTERIOR

O Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento convidou o Ministro do Estado, do interior e da Ordem Pública, Botche Candé, a pôr o seu cargo a disposição do primeiro ministro, Nuno Gomes Nabiam, caso não consiga controlar os atropelos às liberdades fundamentais dos cidadãos na Guiné-Bissau.

A organização disse que tem vindo a assistir, ao longo dos últimos dois anos, a raptos e espancamentos de cidadãos, quer ativistas cívicos quer militantes dos partidos políticos, tendo feito referência ao sequestro de que foi alvo o ativista político Alqueia Tamba.

Em carta aberta dirigida ao Ministro do Estado e do Interior, Botche Candé, o Movimento Nacional da Sociedade Civil afirma que esse fato indica ser um sinal marcante de retrocesso dos ganhos democráticos alicerçados no pluralismo de ideias das diferentes franjas sociais e fações políticas e partidárias do poder e da oposição cujos fundamentos constitucionais da República e do Estado de Direito lhes assistem compactuadamente.

“Ciente da gravidade dos atropelos que estão a ser levados a cabo pelo ministério do interior”, o Movimento Nacional da Sociedade Civil convidou o Ministro do Interior a inverter o rumo das coisas com destaque para as ordens ou instruções que versam quebrar os ditames do Estado de Direito Democrático, sublinhando que tudo o que está a acontecer “infelizmente traduz-se em mais ou menos nada do que uma gota de água no mar, ou seja, nada para mudar a má fama do pelouro do Ministério do Interior que se está a conduzir para que se torne numa instituição isenta de uma imagem de ameaça perante o cidadão comum, guineense ou estrangeiro residente no país”.

No documento, a organização exortou que qualquer medida operativa de uma instituição policial, importa que inclua mais ações de caráter pedagógico, diplomático e de solidariedade, ao invés de ação repressiva e desproporcional coroada de atrocidade gritante e repudiante, e desafia  o ministério a abandonar definitivamente as práticas fora de normas e das leis.

Por: Tiago Seide

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