Abertura do ano letivo : SINAPROF ACONSELHA OS PROFESSORES A VOLTAREM ÀS SALAS DE AULAS PARA LECIONAR

O presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF), Domingos Carvalho, aconselhou os professores (associados) a voltarem às salas de aulas para lecionarem, depois continuar a exigir ao governo que cumpra os compromissos assumidos com o sindicato.

“Se as escolas públicas não tiverem alunos suficientes, muitos professores ficarão em casa e não acredito que o governo esteja disponível para pagar uma pessoa que não está a prestar serviço. A melhor forma é voltarmos às salas de aulas e continuarmos a exigir que o executivo cumpra os compromissos com os sindicatos da classe. É o único caminho a seguir e o SINAPROF aconselha que todos os professores sigam esse conselho”, disse esta terça-feira, 12 de outubro de 2021, durante uma conferência de imprensa. 

O sindicalista revelou que os alunos estão a abandonar as escolas públicas, por temerem que o ano letivo 2021/2022 fracasse como o ano escolar transato, na sequência das constantes greves decretadas pela União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Central Sindical (UNTG-CS).   

Para Domingos Carvalho, essa situação de paralisação pode levar à perda de empregos e transferências indesejáveis de professores, apelando-os a retomarem aos seus postos de trabalho, depois do anúncio oficial da abertura do ano letivo 2021/2022.

Carvalho exortou o governo a continuar com a dinâmica no concernente ao pagamento das dívidas em  atraso  e a criação de melhores condições de trabalho, porque “não é segredo para ninguém que as infraestruturas escolares não estão  em melhores condições”.

O sindicalista frisou que outro problema adicional tem a ver com o impacto da pandemia, porque sem auxiliares dos serviços gerais as condições higiênicas asseguradas nas escola podem constituir perigo não só para os professores, mas também para as crianças, razão pelo qual “o governo deve redobrar esforços para assegurar um bom funcionamento das aulas do ano letivo que vai iniciar em breve”.

Questionado sobre a situação da carga horária, Domingos Carvalho disse que na sexta-feira passada o sindicato manteve um encontro com o governo, representado pelo Ministro do Turismo e Artesanato e porta-voz do governo, Fernando Vaz, e o Ministro da Educação Nacional e Ensino Superior, Cirilo Mama Saliu Djaló, no qual abordaram vários assuntos, entre os quais o pagamento da carga horária. 

“A folha de pagamento já se encontra no ministério das finanças para o efeito de pagamento, no mês em curso”, assegurou e disse que neste momento estão a aguardar a transferência do dinheiro e a receção da cópia de transferência para confirmar aos professores que o dinheiro já está nas contas.

“Quanto aos dez meses restantes, o executivo comprometeu-se em pagar à medida que vai arrecadando receitas”, sublinhou.m

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A

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