Qualificação de Mundial 2022: “FALTA DE ORGANIZAÇÃO E INTERDIÇÃO DO ESTÁDIO NACIONAL COMPROMETERAM O APURAMENTO DOS DJURTUS”, DIZ O COMENTADOR

O comentador desportivo, Camnaté Domingos Binhafá, admitiu que a desorganização interna da Federação de Futebol (FFGB) e a interdição do Estádio Nacional 24 de Setembro são os dois fatores que condicionaram a campanha da Guiné-Bissau na fase de qualificação da zona africana para Mundial 2022, a realizar-se no Qatar.

“A FFGB não podia aceitar realizar dois jogos em Marrocos, uma vez que a seleção marroquina é sua adversária. Era salutar realizar o segundo jogo contra Marrocos num estádio neutro.  Também a falta de um nutricionista na estrutura da federação fez com que os jogadores sofressem a intoxicação alimentar, que  até agora não foi esclarecida e nem se sabe quem foi  o responsável pelo sucedido”, disse.


O comentador desportivo reforçou que a interdição do  estádio nacional 24 de setembro pela FIFA acabou por complicar as aspirações do povo da Guiné-Bissau, queespera  ver a sua selecção apurar-se para a fase seguinte.

“Sofremos goleadas humilhantes frente à seleção marroquina, a primeira por 5 – 0, no primeiro jogo, e no segundo perdemos por 3 a 0. Estes dois jogos marcaram pela negativa a evolução da nossa selecção na fase de qualificação”, explicou Camnaté Binhafá que falava esta terça-feira, 16 de novembro de 2021, ao Jornal O Democrata, em análse à primeira participação da seleção nacional de futebol na fase de qualificação para o Campeonato do Mundo da modalidade.

Os “Djurtus”, que começaram a campanha de qualificação com um empate frente à selecção da Guiné-Conacri e  uma vitória frente à seleção do Sudão do Norte, acabaram por sofrer pesadas derrotas frente ao Marrocos, o que comprometeu o apuramento da Guiné-Bissau para a fase seguinte.

Além dos aspectos organizacionais relativos à preparação para a participação da Guiné-Bissau na fase de qualificação, outro aspeto que tem motivado debate no seio dos amantes de futebol foram os jogadores seleccionados pelo seleccionador nacional, Baciro Candé.

Questionado pela secção desportiva de O Democrata se subscreve as opiniões dos críticos relativamente aos jogadores seleccionados pela Guiné-Bissau, o jovem comentador diz aceitar em parte, as opiniões dos críticos em relação a esse assunto, uma vez que alguns jogadores não estão a jogar nos respetivos clubes.

“Acho que a selecção nacional deve integrar jogadores que estão à altura, porque um  jogador é convocado para integrar uma seleção quando está na melhor forma na sua equipa. Os jogadores que não jogam regularmente não conseguem dar respostas nos jogos da selecção, por isso o selecionador deve convocar aqueles que estão a competir com alguma frequência nos seus clubes para fazer face aos seus adversários nos jogos da selecção nacional“, sublinhou.

Os “Djurtus”, que se despediram esta segunda-feira, 15 de novembro, da fase de qualificação da zona africana para o mundial 2022 com um empate sem golos frente à selecção do Sudão do Norte, somam 6 pontos na tabela classificativa. O novo desafio do selecionador nacional agora está centrado  na preparação para a participação da Guiné-Bissau no Campeonato Africanos das Nações (CAN), a realizar-se nos Camarões no próximo ano.

O comentador desportivo apela à direcção da FFGB a apostar na organização, com todos os elementos necessários para realizar uma participação condigna no CAN. 

A selecção nacional de futebol figura no grupo D da fase final do próximo CAN, juntamente com a Nigéria, Egipto e Sudão.

O grupo da Guiné-Bissau é considerado um dos mais difíceis, a par do grupo C. Segundo a Confederação Africana de Futebol (CAF),  a maior competição a nível de futebol em África vai decorrer nos Camarões de 9 de janeiro a 6 de fevereiro de 2022.



Por: Alison Cabral

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