Presidente Sissoco: “GUINÉ-BISSAU FOI TANTAS VEZES VIOLENTADA POR OCORRÊNCIAS GRAVES DE ROTURA NA VIDA PACÍFICA”

O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, afirmou esta terça-feira, 23 de novembro de 2021, que a Guiné-Bissau foi tantas vezes violentada por ocorrências graves de rotura na vida pacífica com que sempre sonhou. Acrescentou que o país experimentou a tragédia dos conflitos, a  turbulência e a instabilidade política que durou décadas, que obrigou a intervenção da ONU, da CEDEAO e da CPLP, que segundo a sua explicação, fizeram um longo percurso na busca de normalização institucional do Estado guineense.

Umaro Sissoco Embaló falava na cerimónia de abertura da reunião de intercâmbio e partilha organizada pelas mulheres e juventude sobre a implementação efetiva das resoluções 1325 e seguintes na África Ocidental e no Sahel, realizada hoje numa das unidades hoteleiras de Bissau e que contou com a presença do representante especial do Secretário-geral das Nações Unidas para África Ocidental e o Sahel, Mahamat Saleh Annafif.

O chefe de Estado disse na sua intervenção que o povo guineense aprendeu todas as lições do passado doloroso que frustrou a esperança de toda uma geração, acrescentando que hoje o país está de pé com os olhos postos no futuro, a fim de não permitir mais que essa situação do passado se repita.

Frisou que o evento é uma das iniciativas mais acertadas das Nações Unidas, porque “a mulher sabe melhor implantar na família, uma cultura da paz, diálogo insubstituível e uma cultura do compromisso indispensável para a instabilidade das instituições e da sociedade em geral”.

Lembrou neste particular que a juventude representa o futuro de todas as aspirações e sonhos.

“É preciso conjugar um imperativo para a consolidação da paz e a segurança dos países no espaço da CEDEAO e do Sahel, com a sensibilidade da mulher e a disponibilidade da juventude, sendo a melhor receita do sucesso”, notou.

Para o representante do Sistema das Nações Unidas no país, Jean Marie Kipela, o Conselho adotou uma resolução histórica que abordava o papel chave das mulheres na construção e manutenção da paz no mundo.

Informou que a resolução 1325 reconhece as contribuições que muitas vezes são subvalorizadas das mulheres em vários aspetos relacionados com a paz nomeadamente, na prevenção e resolução de conflitos, assim como na manutenção e construção da paz.

Jean Kipela lembrou que a construção da paz não requer apenas uma situação pós conflito, mas também a prevenção dos conflitos e a garantia de instabilidade dentro do país.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A                 

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