Ministra dos Negócios Estrangeiros: “GUINÉ-BISSAU DEIXOU DE SER AGENDA DA CEDEAO PARA UM PAÍS MEDIADOR DE CRISES NA SUB-REGIÃO”

A ministra do Estado, dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação e das Comunidades, Suzi Carla Barbosa, afirmou que a Guiné-Bissau deixou de ser uma ponte da agenda da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e passou a ser um dos países mediadores de crises na sub-região. Suzi Barbosa fez essa afirmação em alusão à XIVª reunião dos Ordenadores Nacionais para o fundo europeu, que decorre hoje e amanhã, 24 e 25 de novembro em Bissau.

Para a ministra de Estado, dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação e das Comunidades, tal fato revela que a Guiné-Bissau é um país com estabilidade suficiente para receber essa reunião.

A Chefe da diplomacia guineense falava depois da reunião bilateral mantida com a diretora-geral da Política Externa Europeia para África, Rita Laranjinha, sobre a cooperação da Guiné-Bissau com a União Europeia.

“Falamos também da política regional, particularmente do Mali e da Guiné Conacri e a Guiné-Bissau tem-se envolvido na mediação desses conflitos”, disse, para de seguida enfatizar que “finalmente a Guiné-Bissau deixou de ser uma ponte da agenda da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e passou a ser um dos países mediadores da crise na sub-região, o que demostra que a GB é um país com estabilidade e estável suficientemente para receber a XIVª reunião dos Ordenadores Nacionais para o fundo europeu”, concluiu a diplomata guineense.

Suzi Carla Barbosa, disse que a maior prioridade de cooperação neste momento com a União Europeia (EU) reside no setor das pescas. Destacou particularmente a componente de acreditação para exportação do pescado nacional para países europeus, sendo a Guiné-Bissau o terceiro país na África com mais número de acordos no setor das pescas com a União Europeia.

Realçou a importância do acordo no setor das pescas e disse que a exportação do pescado da Guiné-Bissau para o mercado europeu vai permitir não só aumentar as receitas a nível da economia nacional, mas também garantir que haja uma melhoria de condições de vida das populações.

Explicou que durante a reunião foram abordadas questões relativamente ao Programa Indicativo Nacional (PIN).

Suzi Barbosa revelou que o país nunca teve a oportunidade de assinar um programa com a União Europeia, assegurando que brevemente será assinado o PIN com a UE “graças à retoma da boa cooperação entre a Guiné-Bissau e a União Europeia”.

Para Suzi Barbosa, o acordo a ser assinado é prova de que o país tem estabilidade porque a UE não assina este programa específico com um país que tem instabilidade. Lembrou que, para além da cooperação no domínio das pescas, a UE e a Guiné-Bissau também têm cooperação nas áreas da saúde, da educação, da agricultura e das infraestruturas.

A Diretora-geral da Política Externa Europeia para África, Rita Laranjinha, explicou que está no país para participar na XIVª Reunião dos Ordenadores Nacionais para o fundo europeu de desenvolvimento dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa com o objetivo de analisar também os programas de cooperação na execução, bem como as áreas de cooperação em perspetiva com os países de língua portuguesa.

Rita Laranjinha frisou que a delegação da UE vai efetuar uma visita de caráter bilateral com autoridades guineenses no quadro de seguimento dos compromissos renovados com a Guiné-Bissau, de acordo com os compromissos assumidos depois da visita do Presidente da República, Úmaro Sissoco Embaló, a Bruxelas.

“No domínio das pescas, sendo prioridade para Guiné-Bissau, é preciso serem criadas as condições para que se possa avançar para a consolidação de acordos cuja natureza é mais comercial”, aconselhou.

Por: Epifânia Mendonça

Foto: E.M

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