NOVOS INGRESSOS DE SAÚDE EXIGEM CONCLUSÃO DE PAGAMENTO DE SALÁRIOS

Os técnicos de saúde novos ingressos exigem a conclusão do processo de pagamento de salários iniciado pelo governo deposto na sequência da dissolução da Assembleia Nacional Popular, caso contrário ameaçam paralisar o setor de 1 a 15 de julho (nos dias úteis).

A intenção dos técnicos foi transmitida esta terça-feira, 21 de junho de 2022, pelo porta-voz do coletivo, Dêncio Florentino Ié, em entrevista ao jornal O Democrata, na qual revelou que o registo é de mil e quinhentos técnicos de saúde novos ingressos colocados em janeiro de 2021, mas que ainda não receberam salário.

“Todos foram recenseados no último processo levado a cabo pelo governo. Portanto, o argumento apresentado pelo governo não nos convence”, disse.

O coletivo acusou o executivo de agir “indiscriminadamente” contra os técnicos de saúde, enquanto o Ministério da Educação Nacional aparece como instituição com maior número de recém-colocados, mas “tem salários em dia e foram recenseados na função “.

“A educação é tão prioritária quanto ao setor de saúde. Até aqui o governo não nos apresentou nenhum resultado convincente, apenas está a enrolar os técnicos”, disse, responsabilizando o Ministério da Saúde Pública pelas consequências que poderão resultar da greve programada para o início de julho.

 “A maioria dos técnicos envolvidos no combate à Covid-19 são novos ingressos”, frisou, denunciando de seguida a intenção do governo de mandar os técnicos para casa, depois da conclusão do processo de pagamento de salários.

Segundo Dêncio, os novos ingressos de saúde são vistos pelo governo como obstáculo que tem impedido o ministério das finanças de cumprir os compromissos assumidos com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Assim que cumprirem essa etapa, vão mandar todos os técnicos recém-colocados para casa e só depois vão abrir um concurso público, consoante o número de vagas”, disse.

Questionado sobre o serviço mínimo, disse que é da competência do sindicato, conduto, disse estarem disponíveis às negociações e ao diálogo, tanto com o governo como com o sindicato.

Contactado pelo jornal O Democrata, o presidente do Sindicato Nacional dos Enfermeiros, Técnicos de Saúde e Afins (SINETSA), Yoio João Correia, assegurou que está a acompanhar o processo e que só falará à imprensa depois de ter uma reação do governo e do próprio coletivo.

 “É um direito que lhes assiste fazer greve, mas não significa que não vão garantir o serviço mínimo. O sindicato vai continuar a monitorizar a situação e trabalhar para que as partes cheguem a um consenso”, assegurou.

Por: Epifânia Mendonça

Foto: E.M

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