CABE AOS GUINEENSES DECIDIREM QUE FORÇAS ARMADAS QUEREM

O Presidente da República de Transição, Manuel Serifo Nhamadjo disse que “cabe aos guineenses decidirem que forças armadas querem”. O Chefe de Estado que falava a margem da segunda Conferência-debate realizada na última sexta-feira, sob o lema “Presidente da Repúblicaa e a Estabilização Político-Militar do país”. A conferência decorreu nas instalações do Clube das Forças Armadas Revolucionário de Povo que se encontra situado no bairro de QG, sob auspícios da Plataforma Guiné Mindjor.

Conforme o documento entregue a imprensa, a Plataforma Guiné Mindjor é uma iniciativa da sociedade civil sem fins lucrativos e nem ambições políticas. A conferência contou com a participação de Presidente da República de Transição, parlamentares, membros de governo, chefias militares, representantes de diferentes formações políticas, candidatos às eleições presidenciais, jornalistas, artistas e estudantes.

Durante a conferência os participantes tiveram a oportunidade de analizar alguns temas apresentados pelos especialistas, designadamete: Arquitectura Constitucional  e Legal dos poderes do Presidente da República, apresentado por Dr. José C. R. da Fonseca da Faculdade de Direito de Bissau; Estabilidade Política e a Consolidação da Democracia para a Reconstrução Pós-Conflito, apresentado por Dr. Ovídio Pequeno, representante da União Africana; Forças Armadas no Contexto da Consolidação da Paz e Reconstrução Pós-Conflito, apresentado pelo Brigadeiro-General, Daba Na Walna, porta-voz do Estado-maior General das Forças Armadas.

Presidindo a cerimónia da abertura da conferência, Nhamadjo disse na sua intervenção que se a sociedade guineense enveredar pelo caminho do debate de ideias, no seu entender, “muitas coisas poderão ser dissipadas”. Susstentou ainda que o debate das ideias permite encontrar um novo ciclo da política que de acordo com ele, está a ser lançada as suas bases pela Plataforma.

Relativamente as questões levantadas sobre tipos das forças armadas que o país precisa ter, Chefe do Estado afirmou que “cabe aos guineenses decidirem que forças armas querem, sobretudo a classe política e a sociedade em geral para definir que tipo de setor de defesa e segurança pretendem ter para a defesa desta Nação”.

“Nova República que se pretende caracterizar pelo cumprimento integral das legislaturas. É fundamental que a Guiné-Bissau inaugure uma nova era, a era de conclusão das legislaturas e não as situações crónicas das interrupções das legislaturas e dos mandatos. Fala-se muito do sistema presidencialista e do semipresidencialista. A Guiné-Bissau deve encontrar uma resposta, sobre qual dos sistemas que mais se adequa a nossa forma de ser, a nossa cultura de vivência e, se calhar; a nossa forma de fazer política”, afirmou o Chefe de Estado.

Para o porta-voz do Estado-maior General das Forças Armadas, Brigadeiro-General, Daba Na Walna as forças armadas não têm papéis especiais para além daquilo que considerou da sua competência consagrado na Constituição da República e as demais leis da República ordenadas à organização das forças armadas.

Questionado sobre que papel deveria ser exercido as forças armadas no contexto atual, Daba Na Walna respondeu que na sua opinião deve-se primeiramente definir as causas que estão nas origens dos conflitos e a partir daí, que no seu entender é que se pode saber qual deve ser o papel que as forças armadas devem assumir.

“Convém voltar um pouco para trás, olhando para o passado e sabermos o que é que temos. E só assim é que podemos encontrar o remédio para a cura da doença que temos,” disse e para de seguida, acrescentar ainda que o papel das forças armadas nessa altura é de contribuir para que efetivamente possa haver a paz e a estabilidade no país.

Por: Sene Camará

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