TABANCAS DE EMPADA IMPLEMENTAM NOVO MODELO DE AGRICULTURA CONTRA A FOME

O Clube de Agricultores de Empada trouxe, há dois anos transactos, uma nova face nas 35 tabancas daquele Sector, da Região de Quínara, na Provincia Sul do nosso país. Os seus monitores dinamizaram todas as tarefas do domínio de agricultura e saneamento basico que, há muito anos, milhares de familares e os populares de Empada sofriam de carência. Qualquer visitante que hoje chega naquelas Tabancas percebe logo, de forma inequívoca, como os monitores do Clube de Agricultores de Empada, afilhado na Organização Não Governamental (ONG), Ajuda ao Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP) agilizaram nas referidas Tabancas os projectos agrícolas e de saneamento de saúde básica para satisfazer as necessidades alimentares de várias famílias radicadas no Sector.

Os 17 monitores do Clube de Agricultores de Empada não têm mãos a medir no que concerne ao auxílio aos agricultores local na produção de arroz e na horticultura, fornecendo-lhes não só sementes, mas também uma importante experiência de como implementar, tecnicamente, no terreno os seus projectos, por forma a fazer com que o sector atingisse uma autosuficiência alimentar na produção agrícola.

Na realidade, os agricultores e mulheres horticultores do Sector de Empada vivem agora uma nova realidae agrícola com a implementação do projecto do Clube de Agricultores de Empada. Aliás, o próprio ambiente familiar das 35 Tabancas daquele Sector da Província de Sul se mudou por completo, ganhando uma outra vida e dinâmica social, com a implentação do projecto de saneamento básico. Em suma, a vida das famílias, ou melhor, a vida das famílias de agricultores assumiu outro contorno de felicidade e de algria, uma vez que hoje não dependem exclusivamente de campanha de castanha de caju, nem da importação de arroz, porquanto, hoje têm a consciência da necessidade de diversificação da produção agrícola e cuidados com a saúde básica.

Quando se fala com qualquer habitantes das 35 Tabancas que integram o Sector alvo de apoio do projecto agrícola implementado e desenvolvido pelo Clube de Agricultores de Empada vê-se, claramente, que têm agora e está incoprporada na sua consciência agricula a importância da diversificação de produtos que cultivam no seio de cada familia e dos habitantes do Sector. Todos estão satisfeitos com esta nova realidade agrícola, cujos beneficios ainda veslumbram no horizonte dos rostos das várias famílias agrícolas de Tabancas que compõem o Sector de Empada.

O discurso do coordenador de Clube de Agricultores de Empada é uma prova inegável do trabalho de excelância que os seus técnicos estão a desenvolver nas 35 Tabancas do Sector. Na sua visão, Bacar Coma deixou claro, em declaração a nossa reportagem, que o principal objectivo da ONG que coordena é de minimizar a insegurança alimentar e a desnutrição infantil que assolam aquela locadlidade da região de Quínara.

Bacar Coma espelhou ainda a nossa reportagem a escolha do Sector de Empada para implentar o projecto agrícola e de saneamento básico. Disse que foi possível graças a um estudo feito pelos técnicos  da ADPP. Por outro lado, a própria estatística nacional, aponta o Sector de Empada, pois é um dos Sectores do nosso país onde reina mais a insuficiência alimentar, o que faz com que várias familias carenciadas que necessitam de apoio na área agrícola e de saneamento básico vivam no limiar da pobreza.

Em virtude da necessidade imperiosa de melhorar as condições de vida dos agricultores de Empada, ainda de acordo com as declarações de Bacar Coma a’O Democratica, os técnicos da sua organização não podiam dedicar apenas a oferecer as sementes agrícolas aos habitantes do referido Sector. Por isso, assumiram também o papel de sensibilizar a população agricultora para as questões de saneamento básico como um dos elementos fundamentais para um meio ambiente e social saudável, para a qualidade da vida humana dos habitantes de um meio rural que praticam actividade agrícola.

Como é visivel nos rostos dos agricultores que habitam as 35 Tabancas que compõem o Sector de Empada, a recepção do projecto de Clube de Agricultores de Empada e dos seus técnicos foi excelente. Bacar Coma recordou ao repórter do nosso jornal que, historiamente, a ADPP iniciou toda a sua intervenção na Guiné-Bissau na região de Quínara na década de 70. Em particular, no Sector de Empada. Assim sendo, a implementação do projecto de Clube de Agricultores de Empada é um regresso a Sector e a região a sua organização iniciara actividades no nosso país há mais de 30 anos.

Não obstante, hoje a população do Sector de Empada estar agora satisfeita com os trabalho de Clube de Agricultores de Empada, no início do regresso da ADPP, alguns populares tinha reticência. Sobre actividade agrícola que propunham a implementar a nível da agricultura e de saneamento básico. Essa reticência deve-se ao facto de que alguns populares comparavam o trabalho dos seus técnicos com os das outras ONG que actuaram antes da vinda do Clube de Agricultores de Empada, por isso não viam novidade nisso.

Ainda nas palavras de Bacar Coma, a sua organização atravessou também outras dificuldades, sobretudo, de fazer os habitanes do Sector de compreender a nova filosofia dos técnicos de Clubes de Agricultores de Empada na implementação dos seus projectos, quer no domínio de agricultura, quer no domínio de saneamento basico.

“A outra dificuldade com que deparamos no terreno, foi fazer entender a filosofia ou forma como o projecto Clube de Agricultura de Empada quer actuar no campo agrícola, que é de emplementar na vida dos agricultores uma nova forma de prática das diferentes culturas, desde arroz, mancarra, feijão, milho e outras espécies agrícolas e hortículas. Além disso, a população mentalizava que cada ONG que chegou naquela zona terá sempre o objectivo de vir tirar tudo aquilo que os habitantes possuem, dali, fomos obrigados a fazer um trabalho árduo para espelhar às pessoas que o nosso projecto visava reduzir a fome e não acabar com ela”, explicou a nossa reportagem. Acrescenta, de seguida, que “não foi fácil fazer os agricultores mudarem de hábitos e formas de produção agrícola que herdaram dos seus avos e pais. Perante as dificuldades de demover os agricultores de mudar do modelos dos seus antepassados, fomos obrigados a promover em cada campo agrícola dois modelos distintos como forma de sensibilizar os agricultores a mudarem pela sua própria constatação do melhor modelo que rentabiliza a produção sem grandes esforços de energia”.

Também no início, em virtude de reticência de alguns populares, não era fácil, de acordo com o Coordenador de Clube de Agricultores de Empada, reunir os agricultores para o esclarecimento de que o projecto era para melhorar a vida dos habitantes das 35 Tabancas de Empada. Foi, na sua visão, um enorme desafio para os técnicos da sua organização em contornar a situação e fazer os agricultores, através da sua própria experiência e constatação, aderirem livremente ao projecto daquela ONG filial da ADPP.

“Era difícil realizar encontros, porque o nosso trabalho exigia muitas reuniões e muita organização. É importante a presença das pessoas e é necessário tempo, as pessoas não estavam habituadas a criar tempo para sentar, debater e organizar. Uma outra coisa rara é a filosofia de fazer um trabalho em grupo para benefício comum. Foi o que fizemos.Transmitimos aos agricultores deste sector a filosofia de fazer trabalho em grupo. Agora os agricultores começam a ver as vantagens da filosofia deste género de trabalho em prol do benefício colectivo”,defendu Bacar Coma.

Seja como for, uma coisa é certa grandes desfafios dos técnicos de Clube de Agricultores de Empada na implementação do seu projecto no Sector de Empada, sem margem para dúvida, as infraestruturas, porquanto as redes rodaviárias que ligam aquele Sector à sede administrativa em Buba se encontram em péssimas condições de nevegabilidade humana. Todavia, Bacar Coma considerou, em declaração ao nosso repórter, que os técnicos da sua organização sabiam de antemão que essa era uma das maiores desafios que iriam enfrentar em Empada e que tinham mobilizado as suas conciências profissional para ultrapassar aquele desafio rodaviário que tem esbarrado, em certa medida, a implementação do seu projecto, uma vez que a ausência de uma boa infraestrutural rodadaviária dificulta sempre a movimentação rápida dos técnicos no desenvolvimento porque perdem muito tempo nas viagens.

Tal como as outras dificuldades referidas, a ausência de infraestruturas rodaviárias no Sector de Empada e na região de Quinára, em geral, não desmoblizou os técnicos de Clube de Agricultores de Empada sob batuta de Bacar Coma em levar avante o projecto agrícola e de saneamento básico financiados pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional e Desenvolvimento. Mas, a ideia de um Clube Agricultores nasceu na década 80, em Zimbabué, desenvolvido por alguns quadros da ADPP daquele país de África Ausral. O ideal reside em pôr 50 agricultores a trabalharem em conjunto no sentido de juntar energias, esforços e as suas capacidades para produzir de uma forma rentável na agricultura.

“Daí que os quadros da ADPP Guiné-Bissau decidiram importar a mesma experiência em 2008, onde a fase pioneira foi na região de Oio, em Bissorã, em que conseguimos um financiamento da Dinamarca para a implementação da fase inicial do projecto, na qual trabalhamos com 600 agricultores no Sector de Bissorã. A experiência foi positiva, por isso, a Agência Espanhola de Cooperação Internacional e Desenvolvimento (AECID), através do Gabinete de parceria da ADPP, prontificou em apoiar financeiramente por dois anos este projecto no Sul do país com 80 por cento e ADPP entrou com uma contra-partida de 20 por cento.Trabalhamos com 2000 mil agricultores. “Assim sendo, expandimos o projecto para outras regiões do país, isto é, devido ao excelente trabalho realizado na primeira fase”,explicou o Coordenador que revelou ainda ao nosso jornal que “o projecto deveria terminar no próximo mês de Novembro, mas em virtude da produção horticultura, considerado como a pedra angular daquela organização agrícola iniciar agora as suas actividades o projecto foi alargado até ao Maio de 2014”.

A continuidade do projecto de Clube de Agricultores de Empada dependerá de resultados positivos dos empenhos dos próprios agricultores. Todavia, Bacar Coma diz estar optimista com o apoio ou não de ADPP, com ou não apoio de AECID, os agricultores estarão em condições de levar avante a sua própria produção agricula uma vez que adquiriram conhecimentos mais de que suficientes para continuar a produzir para a sua autosuficiencia alimentar.

“Temos esperança que este projecto poderá ser prolongado, no sentido de ajudar os agricultores das outras Tabancas onde o projecto ainda não chegou nessa primeira fase a poderem ter uma autossuficiência alimentar para não depender somente do arroz importado ou ainda da colheta de caju”, afiançou Bacar Coma que sustenta ainda a nossa reportagem que o maior objectivo do projecto que coordena visa, sobretudo, mudar das 35 Tabancas do Sector de Empada da situação da insegurança alimentar para a segurança alimentar, onde hoje trabalham 40 clubes de agricultores em dois tipos campos agriculas distintos: agrícola e hortícula.

Na realidade, os técnicos daquela ONG utilizam na sua acção agrícola nos 40 clubes de agricultores dois modelos. O modelo tradicional designado por “Campos Modelios” e o Modelo IRS. Este ano é o segundo ano que os técnicos do Clube de Agricultores de Empada desenvolvem as suas actividades nas 35 Tabancas de Empadas. É, digamos o ano que testemunha, ou melhor, prova a mais valia que os agricultores dos 40 clubes que existem no Sector de Empada adquiriram. Aliás, os próprios agricultores veem, de forma abismal, a diferença na sua produção agricula com a implementação das novas técnicas do modelo IRS na agricultura tradicional.

Como é óbvio, o Clube do Agricultores de Empada também se preocupa com o estado de saúde dos populares das 35 Tabancas dos 40 empreendimentos agricolas que criaram no Sector de Empada. Assim sendo, e sob financiamento da UNICEF, os seus técnicos têm sido activos na sensibilização, junto das comunidades agrícolas, construindo latrinas aconselhando as famílias dos agricultores a melhor forma da sua utilização e as mentalizarem em manter suas casas e seus arredores limpas para o seu bem-estar sanitário.

A agilização das suas actividade agrícolas e sanitárias nos 40 campos agrícolas das 35 Tabancas de Empada foram de tal ordem que está a ter impactos nas comunidades das Tabancas vizinhas. Os técnicos do clube fizeram, por exemplo, um levantamento sobre a situação de desnutrição infantil em sete Tabancas e constataram que os 209 crianças que dantes padeciam do problemas de desnutrição deixaram de padecer da referida doença alimentar infantil.

O facto que motivou aquele responsável a garantir a nossa reportagem que as comunidades estão a mudar, paulatinamente, os seus comportamentos. Apontando, os exemplos de uso corecto das latrinas, isto é, a sua organização está a mentalizar as comunidades locais de que é imperativo lavar as mãos depois de usar uma latrina, assim como também de construir uma mesa tradicional “Benten” para a secagem das loiças para as poder proteger dos animais e das crianças.

Em relação a dieta alimentar, Bacar Coma disse ao nosso jornal que a sua organização procurou demonstrar a comunidade de agricultores das 35 Tabancas a forma como gerirem a sua produção alimentar, porque, muitas vezes, as suas famílias não diversificam alimentos e consomem quantidade em vez de qualidade. Por exemplo, há família de cinco ou seis pessoas gastam dez quilogramas de arroz  durante o almoço, ficando privado de jantar. Portanto, é necessário saber diversificar e ter a consciência e a capacidade de gestão mensais e trimestrais, utilizando a técnica de inclusão dos agricultores na produção de orçamentos famíliar. Agora os agricultores dos 40 clubes do Sector de Empada estão a adaptar o sistema de gestão da sua produção e a diversificar a sua alimentação diariamente para uma boa nutrição no seio das suas famílias e na comunidade dos agricultores, em geral, dentro das 35 Tabancas de Empada.

Para o projecto de Clube de Agricultores de Empada o conceito de segurança alimentar não é ter somente arroz e peixe, mas as famílias devem possuir, pelo menos, quatro genérios de frutas horticultoras como, por exempolo, folhas de Mandioca, de Batatas e de Néné Badadji que são nutritivos. O resposável daquela ONG do domínio agrícola filial da ADPP que opera nas Tabancas ddo sector de Empada disse a nossa reportagem que dantes havia comunidades daquela zona que não cultivava alface, mas agora já cultivam alfaces para a sua dieta alimentar.

 

COMUNIDADE DE MADINA DE BAIXO

A nossa reportagem visitou as 7 das 35 Tabancas onde operam os técnicos do projecto do Clube de Agricultores de Empada, no qual entrevistou alguns responsáveis dos Clubes de Agricultores locais.A primeira Tabanca que o jornal O Democrata visitou foi Madina de Baixo à cerca de 40 quilomentros de Empada, com 48 familias e 508 habitantes onde constatou “in loco” o trabalho desenvolvido pelos técnicos do referido Clube de Agricultores de Epada.

No entender da Extencionista, Victoria das Neves, esta considerou que os agricultores que trabalham com ela já demonstraram no terreno que adquiriram alguns conhecimentos de como lidar com os seus campos agrícolas. Por outro lado, disse a nossa reportagem que naquela localidade, sob a sua alçada ainda não foi aplicada técnica do sistema IRS, porquanto o espaço escolhido possui uma inclinação. O que levou os técnicos sob a sua responsabilidade aplicar uma outra técnica moderna de fazer os diques do cultivo de uma forma paralela para poder preservar a água dentro dos campos agrícolas.

Aquela técnica de extensão rural disse ainda ao repórter do nosso jornal não foi, no principio, fácil trabalhar com a comunidade agrícolas, mas com o tempo os técnicos da sua organização conseguiram convencer os agricultores que o modelo IRS é muito mais eficaz e rentável e que, prova disso, é o facto de muitos agricultores estarem agora a implementar o referido modelo nos seus campos de cultivos, em colaboração com os técnicos do Clube dos Agricultores de Empada

Aliás, a Presidente de Agricultores de Madina de Baixo, Mariama Cassam assverou a nossa reportagem  que o projecto desenvolvido pelos técnicos do Clube de Agricultores de Empada contribuiu para incrementar o desenvolvimento agrícola na comunidade de agricultores que preside porquanto mostrou-lhe a forma de produzir em colectivo, as vantagens de possuir na Tabanca as Latrinas e a necessidade de manter as suas casas limpas e a própria comunidade em geral.

Nas suas palavras, nunca a sua comunidade teve um projecto com as vantagens e benefícios semelhante a do projecto do Clube de Agricultores de Empada, garantindo à nossa reportagem que mesmo com o fim do referido projecto o clube dos agricultores que preside terá pés próprios para andar sozinhos e estará em condições de continuar a transmitir os conhecimentos adquiridos no dominio da agricultura as novas gerações e outras pessoas que necessitarem deles.

Também, o Secretario do Clube de Agricultores de Madina de Baixo, Malam Biai rimou pela mesma diapasão ao afirmar que o projecto aumentou o conhecimento no domínio agrícola nos associados do seu clube, porque com a sua implementação na Madina de Baixo, os agricultores notaram uma grande diderença entre o modelo que já habituaram e o novo modelo que o Projecto do Clube de Agricultores de Empada está implementar naquela comunidade agrícola.

Na sua opinião, o modelo do sistema IRS é mais rentável e os agricultores não esforçam muito, podendo cultivar dois hectares e ganhar muito mais, o que não acontece com o sistema tradicional. Por outro lado, manifestou, a nossa à nossa reportagem, a sua satisfação pela sensibilização levada a cabo pelos técnicos do Clube de Agricultores de Empada junto a comunidade de agricultores que livrou a sua comunidade agrícola de surto de epidemia de cólera que esta ano atingiu os Sectores da região de Quinará.

COMUNIDADE DE GÃ-TURÉ

Na comunidade de Gã Turé, a nossa reportagem visitou um campo modelo de arroz e outro de mancarra, ambos os campos sem bicos do cultuvo, ou seja, sistema de IRS. No mesmo local visitado, a nossa reportagem teve a oportunidade de ver os dois poços construídos pelo Projecto CAE, onde cada um deles pertence a um Clube. Isto é, aquela tabanca possuiu dois clubes, as quais contam com 48 familias e tem 587 habitantes.

O chefe da Comunidade de Gã Turé, Zacaria Dabó, disse ao nosso reporter que ADPP fez falar as pessoas que dantes não falavam, através das suas sensibilizações e das reuniões que aquele ONG realiza junto das comunidades onde intervém.

Para Zacaria Dabó, em todos os projectos que já intervieram na sua comunidade, não há um igual ao projecto CAE que ONG ADPP levou para a tabanca de Gã Turé. Acrescentando que ficou tão grato para com ADPP, como também com a Animadora ou Extencionista Victoria das Neves que, na sua opinião, lhes ensinou muito coisa que no futuro mesmo sem ADPP já podem andar com os seus proprios pés.

“A experiência que adquirimos nunca morrerá, por isso, posso garantir que ADPP não vai morrer aqui em Gã Turé até ao fim do mundo”, vincou Zacaria Dabó.

Contudo, Dabó pediu ao ADPP para ajudar aquela comunidade com um poço além das duas destinadas aos trabalhos horticolas. Espelhando que o número de habitantes daquela tabanca é superior ao consumo de água dois poços construídos pelo projecto CAE. E por outro lado, pediu a construção de um centro de saude de Base.

Na entrevista com os responsáveis daquele clube, o presidente Braima Cassamá do clube denominado “N’djécaribon” no dialecto Beafada (Vermos de novo), considerou que o projecto levou junto deles grandes vantagens no que diz respeito ao problema da alimentação. Sublinhando, por outro lado que trabalharam as diferentes culturas desde Mancarra, Feijão, “Fundo”, Milho e demais culturas. No seu entender, isto tudo tornou possível com a chegada daquele projecto.

Acrescentando que, além de diferentes culturas, que o CAE lhes facultou, também lhes ofereceu instrumentos do trabalho agrícola, desde enxadas, catanas, carinhas de mão, pás. Por isso, em suas palavras, “temos muita cisa que o projecto nos trouxeu, portanto, podemos dizer que temos uma grande vantagem” vincou Braima Cassamá.

Para o Secretario do segundo Clube de Gã Turé “N’baidiba” em Beafada (Não devemos Desistir), Ansumane Sambú, afirmou que constataram uma mudança subtancial nas suas vidas. Sublinhando que tudo aquilo fruto do trabalho desenvolvido por ADPP naquela comunidade.

Aquele responsável do segundo clube asseverou que aquele projecto facilitou os seus trabalhos no campo, no saneamento básico e na dieta alimentar de dia a dia da comunidade de Gã Turé.

Como naquela localidade existe um poço com uma bomba melhora, um modelo adaptado por ADPP. Por isso, a nossa reportagem teve uma conversa com um jovem treinado no domínio de mantagem e manutenção daquela bomba com manuvela.

Para o jovem técnico de bomba com manuvela, Abubacar Cassamá, disse que aquela bomba chegou a sua comunidade como sendo um sinal de desenvolvimento. Acrescentando que dantes para tirar a água no poço era preciso ter um certo metragem de cordas e uma balde, mas com a chegada daquela bomba agora tudo tornou mais facil para a comunidade de Gã Turé, sobretudo, para os agricultores dos clubes no período dos trabalhos hortícolas.

Por último, Abubacar Cassamá, considerou o projecto de ADPP como sendo uma Escola para quem participa nas actividades desenvovidas por aquela ONG em diferentes domínios. O facto que motivou aquele jovem em oferecer toda a sua energia em prol do desenvolvimento da sua comunidade, protificando sempre em participar nas reuniões da ADPP e de seguida transmitir tudo aquilo que adquiriu a comunidade, ou seja, o clube que representa.

COMUNIDADE DE SÃO MARTINHO

A Comunidade de São Martinho é uma Tabanca com 315 habitantes que possui dois Clubes de Agricultores que funcionam, paralelamente, com um único Extencionista Albertino Quebi que coordena todas as actividades agrícolas de cem agricultores entre mulheres e homens de diferentes idades.

Na sua visão, a evolução da comunidade que lidera está num bom caminho, porque nela reina a união no seu seio revelando. Todavia, que as pessoas com instruções académicas assimilam mais rápidas os conhecimentos transmitidos do que as pessoas sem as instruções académicas. Perante este cenário, cada Extencionista viu-se obrigado a visitar diariamente as casas da sua comunidade para se inteirar do cumprimento das normas traçadas no dominio do saneamento, afiançando, de seguida, que a Comunidade de São Martinho está a comportar-se muito bem no capítulo de saneamento básico.

Por seu lado, a Vice-Presidente de Clubes de Agricultores de São Martinho, Aminata Indjai garantiu também a nossa reportagem o projecto do Clube de Agricultores de Empada trouxe uma nova alegria na sua comunidade que se encontra neste momento numa fase de franca mudança, porquanto o trabalho que os seus técnicos estão a desenvolver no Sector visa melhorar a produção não só no presente, mas também no futuro. Assim sendo, concluiu que dantes a comunidade de agricultores que preside estava sentada, mas os técnicos do Clube de Agricultores de Empada a fez levantar e agarrar com as duas mãos o projecto que os referidos técnicos estão a implementar no Sector de Empada.

Satisfeita com o trabalho do projecto daquela ONG, Aminata Indjai disse que agora a comunidade de São Martinho consegue produzir sozinha as suas actividades agrícolas graças ao ensinamento dos seus técnicos do Clube de Agricultores de Empada. Por exemplo, a produção de cebolas com as novas técnicas introduzidas, tirando, assim, os agricultores no sono profundo em que estavam mergulhados. Porque, foi graças a referidos técnicos, que o cultivo de Grecelin (Béne) teve uma boa colheita agricula no Sector de Empada.

Por seu turno, o presidente do segundo Clube de Agricultores de “Canbén” (harmonia) de São Martinho, Infali Sani, afirmou que a chegada dos técnicos do projecto a sua comunidade começou a trabalhar de forma ordeira que dantes não havia. Pois, trabalhavam de uma forma desorganizada. Mas, as instruções dos técnicos do Clube de Agricultores de Empada  contribuiram para melhorar bastante trabalhos nos campos agrícolas, na saúde e na alimentação das famílias de agricultores da sua comunidade. Por outro lado, ainda na sua opinião, foi graças ao apoio de sensibilização dos técnicos do projecto que ajudou a estancar a diareia que era muito frequentes nas Tabancas de Empada. Também manifestou a nossa reportagem a sua satisfação pela forma honesta que a comunidade de “Canbén” está a colaborar no bom funcionamento daquele clube que preside em São Martinho.

COMUNIDADE DE PAIUNCO

Possuindo 217 habitantes. Paiunco é Tabanca onde reside o régulo de todo o sector de Empada, Arafam Sanhá que, tal como os membros das outras comunidades do Sector de Empada, consideou que o trabalho que os técnicos do Clube de Agricultores de Empada está progredir de melhor forma passível no seio da sua comunidade rural uma vez que o projecto forneceu os equipamentos e sementes que pemitiu os agricultores locais trabalhar e obter um bom resultado na sua colheita agrícola..

Arafam Sanhá assegurou ainda ao nosso repórter que “ADPP nunca nos exigiu que trabalhássemos para ela, mas disponibilizaram materias para nós trabalharmos,  dizem sempre trabalhem para vocês mesmos. Por isso estou tão grato por ADPP e agradeço imenso por tudo aquilo que já deram a comunidade de Empada em geral, porque ADPP já deu exemplos em oferecer sementos e instrumentos de trabalho”..

Foi perante esta satisfação que o regula do Sector de Empada advertiu aos populares do sector a esforçarem mais nos trabalhos, porque, na sua opinião, somente o trabalho poderá libertar uma pessoa e que mendigar nunca libertou uma pessoa na sua casa, apelando a ADPP no sentido de aumentar mais a sua interveção junto das comunidades de Empada.

Para a Presidente do Clube de Agricultores de Paiunco, denominado “Dofá N’tcham” (Expulsar a Fome), Fanta Camará, afirmou que o projecto da ADPP trouxeu para o Sector um grande benefício. Por isso, os seus populares estão lado a lado com ADPP, em todos os domínios da sua intervenção junto a comunidade local, reconhecendo também que com a chegada do projecto os agricultores de “Donfa N´tcham” já estão a notar, progressivamente, uma grande diferença na sua produção em relação a produção do passado recente, manifestando a sua vontade em ver o projecto prosseguir naquele sector da Provincia do Sul.

COMUNIDADE DE GÃ-TCHUMA MANDJACO

Com um universo de 200 habitantes de 17 famílias, a Comunidade de Gã-Tchuma Mandjaco tal como as outras comunidade agrícolas do Sector de Empada,  possui um Clube de Agricultores denomindado de “Guitincar”  que também como os outros clubes dipõe de um campo modelo para a agricultura e outro para a horticultura. O secretário do referido Clube de Agricultores, Bonuar Barros considerou de extrema importância, a intervenção da ADPP na sua comunidade, porquanto, no seu entender, o projecto daquela ONG aliviu a comunidade da fome em que se vivia, uma vez que trouxe, com grande vantagens, a a diversificação das culturas agrícolas no Sector de Empada.

Na sua análise, foi graças aos técnicos do referido  projecto da ADPP, que a comunidade de Gã Tchuma Mandjaco podem dizer que a fome já saiu das suas casas e que no âmbito do saneamento básico tudo está a correr muito bem, estando agora todas as Tabancas da sua comunidade muito limpa. Po outro lado, foi o projecto que facilitou a construção das latrinas e os seus técnicos sensibilizou os populares da comunidade pelo o seu uso correcto..

COMUNIDADE DE KAUR DE BAIXO

A comunidade de Kaur de Baixo é uma Tabanca com 758 habitantes com dois clubes de Agricultores, “Naflibon”  e  “N’ditibon”, ma em cuja ação do repórter de O Democrata não conseguiu visitar em virtude dos dois campos agrícolas estarem muito distantes da própria Tabanca e como as redes de infraestruras não são das melhores não foi possível a deslocação da nossa reportagem para constatar “in Loco” as actividades que os técnicos do Clube de Agricultores de Empada estão, assemelhanças dos outros clubes, a desenvolverrem na comunidade agricula de Kaur de Baixo. Todavia, o nosso repórter acolheu as análise de alguns dos seus responsáveis. O seu Vice-Presidente, Infamara Sambú, por exemplo, asseverou que os técnicos da ADPP introduziu uma nova organização de trabalho na sua comunidade, tornando-a unida e coesa no seu trabalho em conjunto na colectividade agrícola.

Por seu lado, o secretário daquela comunidade local, Ladje Sambú disse a nossa reportagem que ADPP levou até àquela comunidade as inovações beneficas para a vida dos habitantes da sua Tabanca. Na sua visão “ADPP nos ajudou bastante, nos domínios não só da agricultura, mas também de saneamento básico e na forma de obter uma boa alimentação. Agora todos os habitantes da comunidade possuem uma latrina em suas casas, todas as coisas estão bem organizados. Eu, pessoalmente, o trabalho que fiz no ano passado no campo me convenceu que a nova técnica é mais eficaz e rentável”.

COMUNIDADE DE AIDARA

Na comunidade de Aidara, a nossa reportagem acolheu o depoimento de Extencionista da referida comunidade rural, Papé Sambú que, tal como os outros técnicos dos diferentes comunidades agriculas do Sector de Empada, considerou que a ADPP introduziu as inovações que trouxe grandes benefícios na produção agrícola dos vários campos dos diferentes clubes de agricultores das 35 Tabancas de Empada

Para Papé Sambú foi, graças a actuação dos técnicos do Clube de Agricultores de Empada que a sua comunidade conseguiu ter uma boa água para o consumo humano, através de filtros modernos que os referidos técnicos introduziram no Sector agrícola de Empada. Por seu lado, o Extencionista do Clube de Aidara Franklin Forge disse à nossa reportagem que o maior obstáculo que encontrou na sua comunidade foram os rastos que as outras ONG’s que actuaram no Sector antes deixaram no terreno. Nas suas declarações ao nosso repórter disse que as primeira ONG’s que passaram no Sector de Empada enganvam os populares e os furtavam dinheiro e, de seguida, fugiam para algum lugar incerto.

“Agora para concentrar os populares novamente para aceitarem as nossas ideias tornou-se um pouco dificil, mas, felizmente, já estão a ver os resultados do nosso trabalho, pois realizamos a maior parte daquilo que a ADPP traçou para este projecto”; explicou Franklin Forge que dirige a Tabanca que possui o maior “Campo Modelo” dentre as sete Tabancas que a nossa reportagem visitou, especialmente as que cultivam arroz, Feijão, Mandioca e diversas frutas agrícolas e horticulturas.

Sublinhe-se que, neste momento, que a nossa reportagem visitou os diferentes clubes agrícolas das 35 Tabancas do Sector de Empada, os seus técnicos estavam a preparar os seus Campos Modelo de horticultura para a campanha que agora se vizinha.

Por: Sene Camará, Enviado Especialà Empadaeconomia Empada1

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