CÔNSUL DA GUINÉ-CONACRI AFIRMA QUE NÃO VAI PERMITIR QUE EMBAIXADA SEJA VANDALIZADA

O Cônsul da Guiné-Conacri no país, Kaba Kalil, afirmou esta segunda-feira, 05 de setembro de 2022, que não vai permitir que a embaixada da Guiné-Conacri seja vandalizada por filhos da Guiné-Conacri, como aconteceu duas vezes no passado.

 Kaba Katil denunciou que algumas pessoas da comunidade do seu país na Guiné-Bissau pretendem vandalizar a embaixada no dia da votação, terça-feira 06 de setembro, para eleger os responsáveis do conselho dos filhos da Guiné-Conacri, razão pela qual apelou ao Estado guineense para garantir segurança às instalações da representação diplomática, permitindo que o processo decorra de forma livre e transparente. 

Kaba Kalil reagiu às acusações de que a embaixada estaria a interferir no processo de escolha de novos representantes da comunidade da Guiné-Conacri.

“Se existem outras associações legais que ainda não se apresentaram junto da embaixada, podem fazê-lo sem problema. As portas da representação diplomática estão abertas para receber todos os filhos da Guiné-Conacri”, indicou, par de seguida afirmar que “temos 15 associações legais dos Filhos da Guiné-Conacri que devem participar na eleição dos responsáveis do Conselho, que será realizada amanhã terça-feira, na instalação diplomática”.

“A embaixada já enviou uma carta às autoridades guineenses a pedir garantias de segurança às instalações da representação para que o processo eleitoral possa decorrer normalmente”, disse.  

“Espontaneamente, ouvimos algumas pessoas dizerem que todos os filhos da Guiné-Conacri que vivem no país devem participar na votação de amanhã para eleger os novos responsáveis do conselho, que passarão a responder pelos seus problemas junto da embaixada na Guiné-Bissau. Isso sim estamos de acordo, mas devem ser organizações legais”, frisou.

O cônsul da Embaixada revelou que na última reunião do coletivo que quer inviabilizar o processo de eleição, realizada na passada sexta-feira, decidiu-se que estarão na embaixada no dia da realização de eleição para impedir a concretização do processo.

“Mesmo com essas ameaças, temos as condições para realizar a eleição amanhã, porque os que vão votar e os candidatos são filhos da Guiné-Conacri, portanto esperamos que o Estado guineense garanta a segurança para que o processo corra de maneira livre e transparente”, salientou.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A                 

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