Figura da semana: TABANKA DJAZ CELEBRA TRÊS DÉCADAS DA SUA CARREIRA COM UM CONCERTO MEMORÁVEL 

A banda musical guineense os TABANKA DJAZ celebra três décadas da sua carreira musical com um concerto memorável com ritmo guineense, o Gumbé. O grupo repetiu a proeza e esgotou a lotação do recinto do Coliseu dos Recreios em Lisboa, Portugal. O concerto memorável foi repleto de convidados de renome internacional no panorama musical lusófono.

“São trinta anos de uma grande luta e de sofrimento para a projeção da música guineense no mercado internacional. São anos de aprendizagem e de crescimento profissional ao nível internacional. Conseguimos colocar os Tabanka Djaz como uma banda dos PALOP. O que marcou a nossa carreira é a solidariedade dos filhos da Guiné, mesmo na diáspora mostram-se orgulhosos dos Tabanka Djaz. São anos  de vitórias, porque fomos reconhecidos pelos nossos públicos, principalmente pelos guineenses”, disse Micas Cabral ao jornal O Democrata. 

A banda é composta por 3 elementos:  o cantor e guitarrista Micas Cabral, o baixista Juvenal Cabral e o teclista Jânio Barbosa. Ao vivo juntam-se ao teclista Paulinho Barbosa, ao baterista Cau Paris, ao percussionista Kabum, à corista e dançarina Sheila Semedo e os sopros, Lars Arens no trombone, Rodrigo Bento no Sax e Cláudio Silva no trompete.

BIOGRAFIA

O grupo Tabanka Djaz é formado por dois pares de irmãos (Micas Cabral, Juvenal Cabral, Calo Barbosa (falecido em 2006) e Jânio Barbosa em 1988.  Em menos de um ano a sua visibilidade nacional e internacional foi de grande sucesso, por isso depois de tournée nos Estados Unidos da América, decidiram gravar em 1990 o seu primeiro álbum, que deram o nome ao grupo “Tabanka Djaz”, com sete temas gravados num vinil.

Em 1993 gravaram o segundo disco, chamado “Indimigo”. Três anos depois, lançaram o “Sperança”, com o qual conseguiram o disco de platina e um ano mais tarde o grupo foi nomeado para o prémio da música Ngwomo Africa, o equivalente aos Grammys no Continente Africano. “Sperança” atingiu quarenta mil exemplares vendidos, recebendo da Associação Fonográfica Portuguesa os discos de Prata, Ouro e Platina.

O grupo participou no projeto “Lusofonia” em 1999, permitindo a consolidação do estatuto de embaixadores do Gumbé, o ritmo tradicional guineense. O grupo lançou o seu quarto álbum “Sintimento” em 2002, que  teve as participações de grandes músicos como: Martinho da Vila, do guitarrista guineense Tony Dudu, entre outros, um álbum recheado de novas sonoridades. Para o vocalista Micas Cabral, “era um grito de revolta” de uma banda que politizou as letras, mas mantém as “declarações de amor”.

Após onze anos de silêncio, o grupo voltou aos palcos com o álbum “Depois do Silêncio”,  lançado em dezembro de 2013  com 9 temas . Oálbum foi muito bem recebido pela crítica discográfica e colocou de novo o nome do grupo ao mais alto nível da música internacional, fazendo com que 2014 fosse um ano de muita estrada. 

Em 2020 gravaram o Single “Sociedadi Di Kinancois” e em novembro 2022 lançaram dois dos três EP “Mendigo” e “Prometo”, que contaram com a participação do referencial músico guineense Manescas Costa, do Gogui e o músico angolano Kyaku Kyadaff.

Por: Epifânea Mendonça

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