O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, defendeu que vai intensificar as suas acções no combate à corrupção e que nunca vai negociar qualquer tipo de pacto com ninguém.
O chefe de Estado falava aos jornalistas à saída da reunião extraordinária do Conselho de Ministros desta terça-feira, 18 de junho de 2024, na qual pediu aos membros do governo de iniciativa presidencial a darem provas da sua maturidade política no exercício das funções governativas, priorizando em consequência, ações do impacto direto na vida das populações.
Umaro Sissoco Embaló aconselhou os membros do governo de Rui Duarte Barros a abdicarem do uso indevido dos bens do Estado e da prática de corrupção na administração publica.
O Presidente da República elogiou os esforços do Ministério do Comercio e Indústria que “contem um conjunto de informações ilustrativas da evolução positiva da campanha de comercialização e exportação da castanha de cajú 2024, em toda a extensão do território nacional”.
Umaro Sissoco Embaló garantiu que em quanto chefe de Estado não vai permitir que as pessoas que não “têm” tomem conta do tesouro público.
“Quem quer sair que saia. Amanhã, se pedir que me apoiem que não o façam. Para mim, o fundamental é o respeito”, disse.
Questionado se o pedido de demissão de dirigentes da Assembleia do Povo Unido- Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), membros integrantes do governo de iniciativa presidencial liderada por Rui Duarte de Barros, mereceu a atenção na reunião do Conselho de Ministros, o Presidente da República disse que é “uma questão júnior para o Conselho de Ministros”.
“Pediram a demissão e o primeiro-ministro aceitou. Quando chegar ao Palácio da República, assinarei o decreto. Não era uma questão que deveria ter sido discutida em Conselho de Ministros. Os ministros não são nomeados em Conselho de Ministros, mas sim são nomeados sob proposta do primeiro-ministro, propondo ao Presidente da República”, desvalorizou.
Umaro Sissoco Embaló reafirmou que as eleições presidenciais apenas serão realizadas 2025 e revelou que os dois dos seis biliões pagos a algumas empresas nacionais já foram recuperados e canalizados para o Tesouro Público.
O chefe de Estado disse que tem comprovativos de que pagou muitos políticos e partidos políticos que o apoiaram na segunda volta das presidenciais de 2019.
“Há comprovativas de que paguei e que ninguém me apoiou sem contrapartida ou sem receber nada de mim”, afirmou e disse que de há um tempo a esta parte tem registado “uma infantilidade de alguns políticos”, tendo criticado a forma como é atacado publicamente e acusado de ter participado na morte de Papa Fanhe.
“Não tenho cultura de violência e a minha religião não aconselha essa cultura, impede assassinar pessoas”, insistiu.
“Financiei a minha campanha eleitoral com os meus próprios meios, incluindo alguns partidos políticos nas legislativas. A única formação política que recebeu 10 milhões de francos CFA foi o PAIGC. Do resto, 300 , 400 e 500 milhões…”, revelou.
Por: Carolina Djemé
Fotos: CD





















