A Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) liderado por Nuno Gomes Nabian anunciou que decidiu distanciar-se da Coligação API Cabas Grandi para definir o seu futuro.
Esta terça-feira, 23 de setembro de 2025, o partido depositou as candidaturas no Supremo Tribunal de Justiça ( STJ) para as eleições gerais, legislativas e presidenciais, de 23 de novembro de 2025.
Os partidos políticos e as Coligações Eleitorais têm até quinta-feira, 25 de setembro, para apresentarem os dossiês requeridos pela Corte Suprema do país, o dia em que termina o prazo dado pelo STJ aos partidos e coligações interessados no processo.
Em declarações aos jornalistas, o secretário Nacional do Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Agostinho da Costa, disse que o partido decidiu fazer a sua escolha, baseando-se “na nossa visão sobre o futuro do país”.
“O nosso partido decidiu abandonar a coligação API Cabas-Garandi por visão política”, precisou, sustentando que a APU-PDGB não tem o mesmo entendimento com os outros partidos com os quais partilhavam a Coligação sobre o processo de desenvolvimento da Guiné-Bissau.
”Estamos apenas a fazer novos horizontes, seguir o nosso próprio caminho para a nossa afirmação”, indicou, assinalando que um dos objetivos do partido é vencer as próximas eleições, implementar medidas que respondam às prioridades nacionais, nomeadamente a criação de emprego para a juventude e a construção de infraestruturas que sustentem o desenvolvimento.
”A prioridade da APU-PDGB é garantir oportunidades para os jovens, assegurar a liberdade de expressão e investir em infraestruturas a nível nacional”, declarou, lembrando que o país precisa de sair da situação em que se encontra.
Na sexta-feira passada, 19 de setembro de 2025, os Partidos Políticos integrantes da Aliança Patriótica Inclusiva- API Cabas Garandi formalizaram, em Bissau, um acordo político com dois dispositivos, nomeadamente um acordo político abrangente com os partidos políticos e personalidades e outro acordo político e jurídico que seria depositado no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) por partidos devidamente legalizados, cujas anotações se encontram também devidamente depositadas e anotadas no órgão supremo da justiça, STJ.
A Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau era parte signatária do acordo e Nuno Gomes Nabian foi quem assinou o documento em nome do partido.
Depois da formalização do acordo, Baciro Djá, coordenador em exercício dessa Plataforma Política guineense, fez referência, neste caso, aos partidos como: Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), liderado por Nuno Gomes Nabian, que agora se afastou do grupo, Frente Patriótica de Salvação Nacional, por Baciro Djá, e MGD que juridicamente iriam suportar “a grande dinâmica política, uma terceira via de desenvolvimento e de progresso para resgatar o estado de direito democrático na Guiné-Bissau”.
Na sua comunicação aos jornalistas, num ato antecedido pela Conferência de Líderes, Baciro Djá disse que se tratava apenas de um ato político e que todos os mecanismos da democracia seriam acionados para os próximos embates eleitorais.
Com a saída da APU-PDGB do grupo, resta saber como essa dinâmica anunciada a semana passada será agora agilizada para cobrir o vazio deixado pela Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau.
Por: Filomeno Sambú





















