A Polícia Judiciária (PJ) denunciou a existência de uma nova variante de droga no país e pediu a colaboração da população e de outras entidades de investigação criminal para travarem a sua entrada no país.
Trata-se Kusch, uma substância considerada muito perigosa à saúde humana.
Confrontada com a nova situação, a Polícia Judiciária desencadeou uma operação que culminou com a incineração de sete tipos de droga apreendidas desde 2019.
As apreensões resultaram de pequenas operações deapreensão de diferentes tipos de droga incluindo a Kusch.
De acordo com a informações fornecidas pela PJ, foram apreendidas 14, 67 quilogramas de AX, 22, 1 de Metafetamina, 40 mililitros de Anfetamina, 1.347, 9 quilogramas de Kusch, 4.628, 9 quilogramas de Crack, 197.927, 25 quilogramas de Cocaína e 949.562, 92 quilogramas de Liamba.
E declarações aos jornalistas, a ministra da Justiça e dos Direitos Humanos, Maria do Céu Silva Monteiro, considerou que a proteção da sociedade e os princípios da legalidade são fundamentais e de imenso valor.

A ministra da justiça elogiou a equipa da Polícia Judiciária pelo trabalho desenvolvido, por ter sido implacável neste combate do crime organizado e agradeceu aos parceiros internacionais pelo apoio ao nível da equipa de trabalho, por ser “ de relevância social e democrática baseado no principio da legalidade”.
Por sua vez, o diretor-geral da Polícia Judiciária, Domingos Monteiro Correia, denunciou a existência de um novo tipo de droga desconhecida no país por Kusch, que está a representar “um alto risco a toxicodependentes.
De acordo com Domingos Monteiro Correia, a substância “contém analgésicos fortes misturados com Anafis e o seu impacto de destruição ainda é maior na vida dos seus consumidores.
“É uma preocupação e estamos a fazer o máximo junto dos nossos parceiros e colaboradores para combater o Kusch e vamos desencadear ações para travar a sua entrada, criando o seu bloqueio nas zonas fronteiriças, porque não queremos que desanime os nossos jovens, a força motriz do país “, indicou.
Para aquele responsável, a incineração de drogas enquadra-se no quadro da lei da droga que regulariza a destruição das substâncias apreendidas com a fiscalização das autoridades judiciárias e governamentais.
”Incineramos essa droga , essa quantidade introduzida no país para o consumo, no sentido de evitar que os nossos jovens caiam nesse perigo e para que a sociedade não enfrente os problemas de consumo agravado”, afirmou.

Reconheceu, neste particular, que o país está a ser afetado com o consumo de drogas, um fenómeno que a instituição que dirige quer travar, por isso estão a trabalhar no máximo para poder estancar, mas “ tudo isso requer a contribuição de todos, das autoridades governamentais, atores da justiça e da sociedade civil geral”.
Na sua comunicação, a representante do Escritório das Nações Unidas de Combate a Drogas e Crimes (UNUDC), Cristina Andrade, disse que o ato representa um sinal positivo na luta contra o fenómeno no país e parabenizou a equipa da PJ pela transparência e pela representação do país há vários níveis, quer em África, quer no mundo.
”A distribuição de drogas significa que temos menos drogas para o consumo das crianças e jovens. E é uma contribuição para as comunidades e a Guiné-Bissau”, enfatizou, lembrando que essa dinâmica da PJ contribui para a promoção de uma camada juvenil mais saudável, por ser uma substância que destrói o esse esforço “ revelou, um contributo para o desenvolvimento do país e a sociedade”.
Cristina Andrade assegurou que a ONUDC vai continuar a apoiar o pais no sentido de combater a criminalidade, comprometendo-se a continuar a trabalhar lado a lado com a Polícia Judiciária que “tem estado a desempenhar um trabalho de extrema importância em termos da prevenção da criminalidade no que se refere à justiça penal, para fazer face àquilo que é o crime organizado e o tráfico de drogas”.
“A Guiné-Bissau é uma parte da rota de transportação de droga para o tráfico, porque a droga sai da América Latina com o destino a Europa. Um dos objetivos é mobilizar os parceiros internacionais e instituições Nacionais no sentido de colaborarem para estarem à altura dos desafios e respeitar a convenção das Nações Unidas”, assinalou.
Por: Jacimira Segunda Sia





















