FRENTE POPULAR ACUSA REGIME DE SILENCIAR VOZES CRÍTICAS PARA IMPOR A “PSICOSE DO MEDO GENERALIZADO” NO PAÍS 

A Frente Popular acusa o atual regime de pretender silenciar vozes críticas na Guiné- Bissau para impor a “psicose do medo generalizado e consolidar o absolutismo, o autoritarismo” e a ditadura no país.

“O rapto e o espancamento confirmado do advogado e ativista de direitos humanos, Luís Vaz Martins, ocorrido em Bissau, sexta-feira, 10 de outubro de 2025, é mais um ato bárbaro perpetrado por indivíduos ligados ao esquadrão de raptos, espancamentos, torturas e assassinatos ao serviço do regime ditatorial e autocrático liderado por Umaro Sissoco Embaló” lê-se no comunicado da organização cívica, consultado pelo O Democrata, no qual pode ler-se que o “projeto ditatorial implementado, sob patrocínio declarado e direto do Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, Biague Na Ntan, cujo capote político é do conhecimento de todo o povo guineense, tem por objetivo confiscar a vontade popular, suprimir a Constituição da República e os direitos fundamentais nela plasmados”.

Neste sentido, insistiu a organização cívica, não restam dúvidas que a “agressão brutal contra Luis Vaz Martins, um ativista destemido cujas abordagens corajosas sobre sistemáticas violações de direitos humanos, a anarquia institucional e a ditadura vigente têm sido incómodas para o regime autocrático, ilegítimo, violento e sanguinário instalado na Guiné-Bissau”.

A Frente Popular repudiou com veemência este ato “terrorista executado por milícias às ordens do regime violento” instalado no país, tendo responsabilizado o Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló, pelo rapto e espancamento do Luís Vaz Martins.

Também a organização responsabilizou o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, Biaguê Na Ntam, pelas consequências que poderão advir da sua postura de cumplicidade e convivência com o regime autoritário e ilegítimo. 

Para além de manifestar total solidariedade ao Luís Vaz Martins, a Frente Popular reiterou o seu total apoio ao ex- presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, tendo apelado ao povo guineense para uma vasta mobilização patriótica, com vista a pôr cobro à “anarquia institucional e restaurar a ordem constitucional e democrática na pátria de Amílcar Cabral”.

Por: Tiago Seide

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