Doze candidatos validados pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) disputam o cargo mais alto da magistratura da Guiné-Bissau, numas eleições marcadas por fortes contestações da oposição e pela exclusão de candidatos, partidos politicos e coligações eleitorais para as presidenciais.
Observadores políticos consideram que alguns dos excluídos eram “pesos pesados” que poderiam constituir “um pesadelo” para o Presidente da República cessante, Umaro Sissoco Embaló, que concorre à sua própria reeleição.
Esta é a sétima eleição presidencial da história da democracia quineense, desde a abertura ao multipartidarismo em 1990, e sucede às primeiras eleições gerais de 1994, vencidas, na segunda volta, pelo então General-Presidente João Bernardo “Nino” Vieira.
As eleições presidenciais, agendadas para 23 de novembro de 2025, decorrem num contexto político tenso, marcado pelas exclusões decididas pela mais alta instância da justiça guineense, que a oposição interpreta como uma decisão de indole política e uma “encomenda” do regime em vigor.
Entre os candidatos considerados “pesos pesados” e “favoritos”, segundo analistas políticos ouvidos pela nossa redação, figuram: Umaro Sissoco Embaló, Presidente da República cessante, candidato à reeleição, apoiado pela Plataforma Republicana “Nó Kumpo Guiné”; José Mário Vaz, antigo Presidente da República, apoiado pela Convergència Nacional para a Liberdade e o Desenvolvimento da Guiné-Bissau (COLIDE-GB); Baciro Djá, antigo primeiro-ministro, apoiado pela Frente Patriótica de Salvação Nacional (FREPASNA); Fernando Dias da Costa, primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional Popular e lider de uma das alas do Partido da Renovação Social (PRS), que concorre como candidato independente, com o apoio da Aliança Patriótica Inclusiva “Cabas Garandi”; João Bernardo Vieira, dirigente do PAIGC, apoiado pelo Partido Africano para a Liberdade e Desenvolvimento da Guiné (PALDG); Honório Augusto Lopes, candidato da Frente da Luta pela Independência
da Guiné (FLING), um dos partidos mais antigos do país. QAlém destes seis nomes apontados como mais bem posicionados, figuram ainda outros seis candidatos, a maioria dos quais concorre pela primeira vez às eleições presidenciais: João de Deus Mendes, apoiado pelo Partido dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (PT); Mário da Silva Júnior, da Organização Cívica da Democracia -Esperança Renovada (OCD-ER); Herculano Armando Bequinsa, do Partido da Renovação Democrática (PRD); Siga Batista, capitão de fragata e candidato independente; Mamadu laia Djaló, da Aliança para a República (APR) e Gabriel Fernando Indi, do Partido Unido Social Democrata (PUSD).
Os dois últimos concorrem pela terceira vez às eleições presidenciais através dos respetivos partidos.
As eleições gerais de 2025, presidenciais e legislativas, realizam-se num momento de desafios políticos e económicos, mas também de esperança quanto ao fortalecimento da democracia guineense.
O resultado será decisivo para o rumo do país nos próximos cinco anos para a Presidência da República e quatro anos para o futuro governo, a ser formado após o pleito. As atenções concentram-se na promoção da liberdade de expressão e de imprensa, no reforço do Estado de direito democrático e, acima de tudo, na consolidação da estabilidade política e governativa.
Por: Assana Sambú





















