‎Eleições gerais : JOÃO BERNARDO VIEIRA DEFENDE A PAZ E RECONCILIAÇÃO DOS GUINEENSES 

O candidato às eleições presidenciais apoiado pelo Partido Africano para Liberdade e Desenvolvimento da Guiné (PALDG), João Bernardo Vieira, defendeu a consolidação da paz, a justiça e a reconciliação dos guineenses como base fundamental para o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

‎Vieira que falava na segunda-feira, 17 de novembro de 2025, durante a apresentação do seu plano estratégico para dirigir o país nos próximos cinco anos, se for eleito o Presidente da República nas eleições presidenciais de 23 de novembro.  

‎”Gostaria de propor uma agenda para os guineense que é a conferência Nacional de Paz, a nível nacional e onde os males entendidos devem ser ultrapassados partindo para o perdão e diálogo. Ainda não pensamos numa data mas gostaria que tenha uma data fixa para a sua realização, mas gostaríamos de convidar os guineenses para essa agenda com propósito da reconciliação e unidade rumo ao desenvolvimento do nosso país”, disse o candidato na apresentação da sua visão política aos seus apoiantes numa das unidades hoteleiras do capital Bissau.

‎Explicou que se for eleito vai criar condições junto do governo para dar resposta aos setores sociais e económico para o benefício do país e do povo. Destacou, neste particular, os setores que constituiriam a prioridade e mais atenção, designadamente, a educação, saúde, agricultura, juventude e as novas tecnologias.

‎”A educação e saúde, para criar base de uma nação forte”, disse, justificando que atualmente a Guiné-Bissau enfrenta uma crise estrutural no dois pilares que sustentam qualquer desenvolvimento.

“As escolas lutam com falta de professores, infra-estruturasdegradadas e greves frequentes. O ensino técnico é escasso e desatualizado, onde milhares de jovens saem do país em busca de formação no estrangeiro”, lamentou.

‎Em relação ao setor de saúde, disse que nos hospitais falta quase tudo, desde técnicos, medicamentos, materiais básicos e motivação dos profissionais que muitas vezes passam meses sem salários, enquanto a população sofre. Criticou que o Estado perdeu a capacidade de cumprir o seu papel que é dar saúde ao seu povo. 

Frisou que a ausência de política pública consistente nestes dois setores e leva com que tudo seja feito na base do improviso.

‎Vieira apresentou na ocasião um plano nacional de educação 2026-2030 e com foco no ensino básico universal e ensino técnico profissionalizante. Acrescentou a necessidade da reabilitação urgente dos centros de saúde e hospitais regionais com equipas médicas permanentes e fornecimento regular de medicamentos essenciais.

‎”A agricultura considerada como a espinha dorsal da economia guineense, mas  infelizmente, o país vive só do cajú, os agricultores continuam pobres, a castanha de cajú sem preço justo, sem infra-estruturas de escoamento e sem apoio técnico”, assegurou, criticando que a Guiné-Bissau importa alimento que poderia produzir.

‎‎O candidato propõe a criação do fundo nacional de agricultura e desenvolvimento rural para financiar produtores, como também a implementação de armazéns comunitários e centros de compra agrícola em todas as regiões.

‎No que se refere a juventude, disse que a juventude guineense é criativa, mas lamenta a falta de oportunidades para a juventude e o elevado número de desemprego no seio desta camada que obriga muitos a sonhar com a emigração.

Relativamente as novas tecnologias, o candidato aponta a falta de investimento em inovação e “starrtups”. 

“Internet é cara e limitada, impedindo o acesso e inclusão digital”, lamentou, avançando com a proposta da criação do “Programa GuineE Digital” para levar e tornar a Internet acessível a todas as capitais regionais e escolas públicas. 

‎Por: Jacimira Segunda Sia 

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