O candidato às eleições presidenciais apoiado pelas coligações PAI Terra Ranka e API – Cabas Garandi, Fernando Dias da Costa, disse que se os eleitores apostarem no seu projeto político, devolverá à Plataforma Aliança Inclusiva – Terra Ranka as rédeas de governação para a execução do seu programa de governação que inclui construir as estradas Safim Mansoa e Mansoa Bissorã.
Dias fez estas promessas durante um comício feito na cidade de Mansoa, região de Oio, norte da Guiné-Bissau, durante a sua passagem para a cidade de Bissorã, onde agendou um comício popular.
Dirigindo aos populares de Mansoa, Fernando Dias da Costa prometeu respeitar a Constituição da República, promover a unidade nacional, a paz, a estabilidade e reconciliar do povo se for eleito Presidente da República no dia 23 de novembro.
“Vou respeitar os princípios de separação de poderes, porque cada órgão de soberania deve funcionar de forma autónoma e independente. Não serei um Presidente da República que terá o monopólio de tudo ou de interferências”, assegurou.
Assegurou que os populares desta cidade nortenha são os verdadeiros donos da sua candidatura e espera que as restantes povos de outras regiões e setores façam o mesmo e que no próximo domingo votem no candidato número 04, candidato que reúne maior consenso entre os guineenses.
O político criticou o fato de o Liceu Regional de Mansoa, “Quemo Mané”, estar a funcionar apenas com três professores e denunciou que o Hospital Regional de Mansoa não tem ambulância para evacuar doentes.

Fernando Dias da Costa afirmou que a única candidatura capaz de promover mudanças é a sua, razão pela qual os eleitores devem votar nele para que possa criar condições para o bem-estar de todos os cidadãos.
O candidato independente apoiado pelas plataformas políticas PAI Terra Ranka e API-Cabas Garandi elogiou a determinação da diáspora guineense e pelo apoio que tem dado às famílias na Guiné-Bissau através das suas remessas.
“A nossa diáspora já está cansada. Os guineenses que vivem em diferentes partes da Europa estão a enfrentar dificuldades, outros nem sequer conseguem pagar as rendas de casas e suportar as despesas mensais. Querem ver o país a desenvolver para que possam fazer alguma poupança. Os guineenses lá fora mobilizaram-se em força sem meios financeiros para informar que a mudança é obrigatória. Todos devemos encarar esse sentimento a sério porque realmente a mudança é de fato obrigatória. São pessoas determinadas por uma causa que é o desenvolvimento”, sublinhou
Fernando Dias da Costa defendeu que é urgente travar ondas de tortura e assassinatos na Guiné-Bissau e disse que depois de o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde ter travado a luta armada contra os colonialistas portugueses, esta é a segunda fase da guerra que tem como objetivo combater Umaro Sissoco Embaló.

“Temos um problema sério nessa sociedade. Cada dia corpos são encontrados sem vida na Guiné-Bissau e as pessoas são torturadas. Não podemos continuar com este regime. O PAIGC decidiu fazer uma luta armada por causa da tortura, por causa de estradas. Os portugueses construíram estradas e escolas na Guiné-Bissau, mas quando começaram a torturar o povo, houve resistência que levou à guerra de libertação”, frisou.
Dias da Costa afirmou que as eleições gerais, presidenciais e legislativas, de 23 de novembro no país, determinarão o futuro de cada cidadão para os próximos quatro e cinco anos, razão pela qual disse ser fundamental cada eleitor fazer a sua opção de maneira consciente e com sinceridade, porque “se o povo voltar a falhar será fatal para o país e para o futuro dos guineenses”.
Por: Filomeno Sambú





















