A Diretoria Nacional da Campanha do candidato independente Fernando Dias da Costa denuncia o que considera ser uma “encenação de golpe de Estado”, atribuída ao Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló, após os resultados da primeira volta das eleições presidenciais.
Segundo o comunicado, o alegado movimento teria sido articulado por oficiais ligados à Presidência da República e ao Estado-Maior General das Forças Armadas, com o objetivo de anular o processo eleitoral que já se encontrava em fase final de apuramento.
A Diretoria afirma que as atas publicadas nas mesas de voto e nas comissões regionais indicariam uma “clara derrota” de Embaló perante Fernando Dias da Costa, tendo manifestado também estranheza sobre a situação do Presidente cessante, que, apesar de alegar estar detido, “conseguiu conceder entrevistas à imprensa internacional”, enquanto, no terreno, “milícias associadas ao regime” realizariam detenções de figuras políticas.
Diante do que classifica como uma tentativa “de perturbar o processo democrático”, a Diretoria Nacional repudia à alegada intromissão de oficiais ligados ao Presidente cessante no processo eleitoral e ao que descreve como uma tentativa de impedir o anúncio dos resultados, assim como exigiu a libertação imediata e incondicional de várias figuras políticas, incluindo Domingos Simões Pereira, Octávio Lopes e Roberto Mbesba.
A Diretoria exige ainda a conclusão imediata do processo eleitoral, com a leitura dos resultados finais, tendo apelado às Forças Armadas para que adotem uma postura republicana em defesa da Constituição e da democracia.
Exortou também à CEDEAO, UA, CPLP e ONU para que intervenham “o quanto antes” em proteção das instituições e conquistas democráticas do país.
Por fim, a diretoria Nacional da Campanha de Fernando Dias da Costa apela à mobilização popular em defesa da democracia e da escolha expressa nas urnas.
Por: Tiago Seide





















