A Rede Paz e Segurança para as Mulheres no Espaço da CEDEAO – antena Guiné-Bissau (REMPSECAO-GB) condenou, com “veemência”, a interrupção do processo eleitoral por via de golpe de Estado e repudiou “categoricamente” qualquer forma de violência ou discordância que coloque em risco a estabilidade e a segurança do país.
Criada em 2009 pelo Centro da CEDEAO para Desenvolvimento do Género, a organização sub-regional recorda que, perante as constantes instabilidades na África Ocidental e as ameaças à democracia e às instituições soberanas, os políticos e a classe castrense – em particular o Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e da Ordem Pública – devem conformar as suas atuações ao que está plasmado na Constituição da República.
Face aos acontecimentos, a REMPSECAO exige a libertação de todos os detidos no dia 26 de novembro e reforça a sua posição de alinhamento com as organizações internacionais e parceiros da Guiné-Bissau, nomeadamente as Nações Unidas, a União Africana, a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) e países amigos, para exigir a conclusão do processo eleitoral em curso, como forma de restaurar a normalidade constitucional.
“Apelamos à população em geral a manter-se calma e serena, em defesa da cultura da paz e da não-violência, da unidade nacional e da irmandade”, lê-se no comunicado divulgado na sexta-feira, 28 de novembro, a que O Democrata teve acesso este sábado.
A organização reafirmou o seu compromisso com a promoção da paz, da democracia e do respeito pelos direitos humanos, manifestando-se disponível para colaborar com as autoridades e todas as partes interessadas, a fim de encontrar uma solução pacífica e duradoura.
Por: Filomeno Sambú





















