PAIGC DENUNCIA DETENÇÕES “ARBITRÁRIAS” E EXIGE LIBERTAÇÃO DE TODOS OS DETIDOS EM GABÚ

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) condenou, este domingo, 14 de dezembro de 2025, a invasão da sua Sede Regional em Gabú, bem como o espancamento e a detenção arbitrária de militantes e dirigentes de vários partidos da oposição. 

Os factos ocorreram durante uma manifestação de protesto contra um “falso golpe de Estado”, a não divulgação dos resultados eleitorais, alegadas violações da ordem constitucional e o suposto sequestro de figuras da oposição, incluindo Domingos Simões Pereira.

O PAIGC considera que este episódio se insere num padrão recorrente de repressão política, visando “silenciar as vozes que denunciam violações, abusos e práticas autoritárias” atribuídas ao atual regime.

Na nota de repúdio e condenação, assinada pelo Secretário Nacional, António Patrocínio Barbosa da Silva, o PAIGC denuncia a detenção de dirigentes e militantes do PAIGC, PRS, API – Cabas Garandi e PAI – Terra Ranka, com destaque para o Secretário Regional do PAIGC em Gabú, Amado Baldé, e o mandatário regional da candidatura de Fernando Dias da Costa.

O partido condena a invasão da sua sede regional, manifesta solidariedade para com os militantes e dirigentes detidos e responsabiliza as autoridades pela integridade física dos detidos, exigindo a sua libertação imediata.

Por fim, o PAIGC apela à comunidade internacional para que acompanhe com maior rigor a evolução da situação política na Guiné-Bissau e se posicione de forma firme, no sentido da reposição da normalidade constitucional e da verdade eleitoral.

Por: Tiago Seide

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