O professor e economista guineense, Carlos Lopes foi distinguido com o prémio Amílcar Cabral pela Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) como uma das mais destacadas personalidades do pensamento académico e político contemporâneo do Sul Global.
A distinção reconhece o notável contributo intelectual de Carlos Lopes, bem como a relevância do seu pensamento crítico na promoção da consciência emancipatória das sociedades do Sul Global, com impacto duradouro nos domínios do desenvolvimento, da justiça social e da governação global.
O prémio inspira-se no legado intelectual e político de Amílcar Cabral, figura maior da história contemporânea africana e referência incontornável do pensamento crítico, da ética do conhecimento e da luta pela autonomia e autodeterminação dos povos. E destina-se a distinguir personalidades e instituições cuja ação académica, científica, cultural ou política se revele excecional na promoção de valores universais como a liberdade, a justiça social, a solidariedade e a dignidade humana.
BIOGRAFIA
Nasceu a 7 de março de 1960 em Canchungo, é economista e docente, especialista em desenvolvimento econômico. Estudou o ensino secundário no Liceu Nacional Kwame N’Krumah em Bissau. Fez mestrado no Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais e o doutorado na Universidade Panthéon-Sorbonne em Paris, na França, focando sua investigação na África e seu desenvolvimento. Recebeu o título como doutor honoris causa em ciências sociais da Universidade Cândido Mendes do Rio de Janeiro, no Brasil, e da Universidade Hawassa em Awasa, na Etiópia. Desde 2018 é Alto Representante da União Africana para as negociações com Europa.
Trabalhou na Guiné-Bissau nas áreas de investigação, diplomacia e planeamento. A partir de 1988, Lopes incorporou-se como economista ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) ocupando vários postos, entre eles, o de Diretor Anexo do Escritório de Avaliação e PlaneamentoEstratégico, o de Representante Residente em Zimbábue e, em 2003, de representante do PNUD no Brasil, onde se desenvolvia o maior programa do PNUD no mundo nessa época. Depois foi Diretor Anexo e mais tarde Diretor do Escritório de Políticas de Desenvolvimento com sede em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Foi Secretário Executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para a África nomeado pelo Secretário Geral Ban Ki-moon.
É membro convidado na Escola Oxford Martin da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e professor convidado na Escola Nelson Mandela de Governança Pública da Universidade de Cidade do Cabo, na África do Sul. É autor de vários livros sobre planeamento estratégico e desenvolvimento. Recebeu várias distinções e homenagens.
Por: Epifania Mendonça





















