O Embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau, Yang Renhuo, inaugurou esta quarta-feira, 28 de janeiro, a cerimónia de abertura do Instituto Confúcio, que funciona na Escola Superior de Educação – Unidade Tchico Té, em Bissau.
O Instituto Confúcio é uma instituição vinculada ao Ministério da Educação da República Popular da China, cujo objetivo é promover a língua e a cultura da China, bem como apoiar o ensino da língua chinesa (mandarim) e facilitar o intercâmbio cultural em todo o mundo através dos Institutos Confúcio associados.
O nome do Instituto (Confúcio) dá-se em homenagem ao notável pensador chinês, Confúcio, cujo a filosofia sublinhava uma moralidade pessoal e governamental, os procedimentos corretos nas relações sociais, a justiça e a sinceridade. O programa Instituto Confúcio começou em 2004 e é supervisionado pela Hanban, e opera em cooperação com faculdades e universidades em todo o mundo.
EMBAIXADOR DA CHINA INCENTIVA GUINEENSES A ESTUDAR MANDARIM

Presidindo a cerimônia de abertura do Instituto, o embaixador da China, Yang Renhuo disse que a abertura do Confúcio marca um novo destaque na história das relações bilaterais entre a China e a Guiné-Bissau, que na sua explanação, “é uma nova conquista da cooperação prática e mais um marco importante na área de intercâmbio cultural entre os dois países”.
Assegurou que agora há Instituto Confúcio em todos os países de língua portuguesa, o que na sua opinião, acrescenta um toque rico e colorido à bela pintura dos intercâmbios culturais entre a China e os países de língua portuguesa.
“Nos últimos anos, as relações entre a China e a comunidade internacional tornaram-se cada vez mais positivas e o conceito de construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade enraíza-se nos corações das pessoas. Cada vez mais pessoas são atraídas pela profundidade da cultura chinesa e impressionadas pelo milagre do desenvolvimento da China”, disse, para de seguida, avançar que acredita, que depois da abertura do Instituto Confúcio, muitos estudantes guineenses participarão nos cursos de língua e cultura chinesa e se tornarão uma nova força para o desenvolvimento contínuo da parceria estratégica entre a China e a Guiné-Bissau.
O diplomata chines disse esperar que o Instituto desempenhe um papel vital como ponte para o intercâmbio cultural e a cooperação entre a China e a Guiné-Bissau, frisando que a Embaixada da China está disposta a fornecer apoio firme ao funcionamento do Instituto Confúcio.
Yang Renhuo recordou na sua comunicação que o Presidente Xi Jinping destacou que os intercâmbios e a aprendizagem mútua entre civilizações são força motriz inesgotável para o progresso da civilização humana e para a paz e o desenvolvimento mundial.
Para o diretor-geral de Escolas Superiores de Educação, Djulde Camará, a abertura deste escritório representa muito mais do que a simples instalação de um espaço físico. Acrescentou que o instituto ora inaugurado constitui uma ponte cultural e linguística entre a Guiné-Bissau e a China, oferecendo aos estudantes e docentes guineenses a oportunidade de aprender a Língua Mandarim, uma das línguas mais faladas do mundo e um instrumento fundamental de comunicação no atual contexto de globalização.
“Num mundo cada vez mais interligado, dominar a Língua Mandarim significa abrir portas ao conhecimento, à ciência, à tecnologia, ao comércio e à diplomacia. Significa também criar novas oportunidades de intercâmbio académico, bolsas de estudo, formação avançada e inserção profissional, contribuindo assim para o desenvolvimento do capital humano do nosso país”, disse, realçando que a Escola Superior de Educação, através da Unidade de Ensino Tchico Té, orgulha-se de ser parte ativa desta cooperação frutuosa.
Camará reafirmou o compromisso em trabalhar de mãos dadas com a Embaixada da República Popular da China para garantir a qualidade do ensino do Mandarim, a valorização cultural e o sucesso desta iniciativa.
O diretor da Escola Normal Superior Tchico Té, Ibraima Djaló, agradeceu a iniciativa da Embaixada da China e aproveitou a ocasião, para apelar aos estudantes no sentido de tirarem o maior proveito do Instituto como um lugar de crescimento, de construção de saber e de preparação para os desafios profissionais e académicos.
Por: Assana Sambú





















