O Presidente da República de Transição, Horta Inta-a, reafirmou esta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, que a transição termina em novembro, de acordo com a Carta Política de Transição, contudo exorta o governo de engajar-se no cumprimento dos seus deveres, em criar as condições para a comercialização da castanha de cajú, continuar o pagamento de salários sem atrasos e controlar os preços de arroz e outros produtos da primeira necessidade, “porque a Guiné-Bissau está viver um ambiente calmo e tranquilidade”.
General Horta Inta-a, falava na cerimónia do tradicional cumprimento do ano novo e na qual recebeu os membros do Alto Comando Militar, membros do Governo de Transição, Conselho Nacional de Transição e Poder Local.
“CONSELHO NACIONAL DE TRANSIÇÃO É UM ESPELHO DA SOCIEDADE GUINEENSE E A SUA DIVERSIDADE E UNIDADE” – PR
O chefe de Estado disse na sua comunicação que a Guiné-Bissau está a atravessar um momento de período de transição, prova disso existe uma carta política de transição para orientar o funcionamento do Conselho Nacional de Transição e Executivo que está a apresentar resultados positivo e concretos tanto a nível da capital Bissau como no interior do país até a realização do escrutínio marcada para 06 de dezembro.

Ao dirigir-se para o Conselho Nacional de Transição, Horta Inta-a disse que tomou nota da determinação dos membros daquele órgão em concretizar os objetivos da carta política de transição, como condição para o regresso da Guiné-Bissau a normalidade constitucional, por isso conta muito com a dedicação dos elementos do conselho nacional de transição e deseja muita sorte a todos.
“Este Conselho Nacional de Transição é um espelho da sociedade guineense e a sua diversidade e unidade, porque é composto pelos militares, civis tanto a nível da capital Bissau como interior do país de maneira que quero agradecer a presença de todos. Objetivo do Conselho Nacional de Transição é de contribuir para que a transição política seja um processo inclusivo, com representante de toda a Guiné-Bissau, sendo o caminho certo”, sublinhou.
Por seu lado, o Primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, informou que foi confiado a missão de governar para assegurar a paz, estabilidade social e a proteção do povo, num contexto sensível, marcado por discursos de ódio e por ameaças reais à segurança pública. Adiantou que foram meses de trabalho intenso e de elevada responsabilidade que permitiram ao executivo, sob orientação estratégica do Alto Comando Militar, alcançar resultados concretos e impactantes nomeadamente, reforço da unidade nacional, com rejeição firme dos discursos de ódio, afastamento de ameaças á paz social e a ordem pública.

O Chefe do executivo, assegurou que a garantia do acesso à educação, cuidados de saúde, energia, água e aos transportes públicos urbanos e interurbanos, continuidade das grandes obras de infra-estruturação do país herdadas do regime anterior, pagamento regular e atempado dos salários dos serviços públicos. Acrescentou que perante as dificuldades, souberam superar obstáculos, fortalecer a nossa união e defender com firmeza e dignidade, os interesses do país junto das organizações da nossa sub-região e de outros parceiros internacional.
Para o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Arafam Mané, o tradicional cumprimento do ano novo ao Presidente da República de Transição é uma ocasião para breve reflexão sobre o estado da justiça que temos, os ganhos obtidos, obstáculos que persistem e buscar o caminho em que se visa a realização de uma justiça que sirva a todos de forma igual em tempo oportuno e com qualidade.
O responsável do poder judicial, lembrou que este ano lamentavelmente, o país vive momento de transição política a qual resulta da cultura da ordem constitucional decorrente dos acontecimentos de 26 de novembro de 2025 que implicaram a assunção da plenitude de função estruturante do poder de estado pelo Alto Comando Militar, face ao risco alegado de destabilização do país, suspendendo parcialmente a Constituição da República.
Por: Aguinaldo Ampa





















