GRUPO DE DIRIGENTES DO PAIGC DEFENDE QUE O PARTIDO NÃO PODE SER LIDERADO POR UM PRESIDENTE EM PRISÃO DOMICILIAR

Um grupo de dirigentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) afirmou esta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, que o partido libertador não pode ser dirigido por um presidente em prisão domiciliar. Por se tratar de uma organização histórica e de grande dimensão, os dirigentes defendem a criação de condições necessárias para a realização do congresso ordinário previsto para novembro deste ano.

A posição do grupo, que se autodenomina “Comissão Técnica do Bureau Político do PAIGC”, foi tornada pública pelo porta-voz Aladje Seco Sanó, durante uma conferência de imprensa realizada numa unidade hoteleira em Bissau. Na ocasião, Sanó apelou aos veteranos do partido para assumirem as suas responsabilidades políticas face à atual situação interna.

Segundo o porta-voz, o grupo condena o “silêncio” dos veteranos e líderes do PAIGC perante a crise que a organização enfrenta. Recordou que a estrutura diretiva do partido inclui um presidente e quatro vice-presidentes, mas criticou o facto de, após a detenção do líder, os restantes dirigentes terem “simplesmente fugido”.

“Esses responsáveis não foram capazes de assumir as suas responsabilidades enquanto dirigentes do partido. Deixaram os militantes numa situação de agonia e, consequentemente, em dificuldades que levaram o Comando Militar a fechar a sede do PAIGC. Não houve qualquer posicionamento desses dirigentes políticos”, criticou.

Sanó acrescentou que, segundo informações disponíveis, Domingos Simões Pereira deverá ser colocado em liberdade condicional ainda hoje, permanecendo em prisão domiciliar, o que, segundo o grupo, impossibilita a liderança do partido.

“A verdade é que o PAIGC não pode ser dirigido por um presidente em prisão domiciliar, porque é um partido histórico e grande. Convidamos os veteranos e dirigentes a unificarem os militantes e a criarem condições para a realização do congresso de novembro”, afirmou.

Por: Jacimira Segunda Sia

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